As asas de sol entardecem devagar
sobre os telhados.
Enquanto a serenidade poisa, sem ruído,
na respiração da casa,
escuto a caligrafia dos pardais nas folhas de uma árvore
que só eu sou capaz de ver.
Sou o silêncio que me tranquiliza.
Permaneço atento à noite.
Estou preparado para as cicatrizes da neblina
e tenho Chopin dentro de um Philips a pilhas.


