(Publicado em Estrolabio)
Estou sentado no banco de um jardim Municipal, que localmente se designa por “parque da cidade”.
Ainda é cedo e poucas pessoas passeiam pelo jardim.
Apenas se ouve o chilrear dos pássaros e sente-se o conforto do
silêncio. Vejo o colorido das flores, as árvores e sinto o cheiro a fresco.
O que atrai a minha atenção, até pela calma que transmite, são
vários repuxos de água que no máximo do seu esplendor fazem
um quadrado, com uma área quase idêntica à de um palco de teatro.
Os repuxos sobem e descem numa coreografia perfeita, em forma
alternada ou conjunta, com mais ou menos exuberância que se manifesta
na altura que alcançam, numa dança de água desafiante e ao mesmo
tempo calma. De vez em quando surge uma nuvem de água, como um
fumo que envolve os bailarinos (repuxos) na fantasia da sua dança.
O fumo vai-se desvanecendo lentamente, os bailarinos param por momentos e vão surgindo como estátuas vivas à medida que se levanta o nevoeiro. De seguida e também lentamente os bailarinos retomam a sua dança à espera de nova nuvem envolvente que quase os esconde, como a querer sufocá-los. Por cima daquela névoa vão aparecendo um, dois e depois três repuxos, como que a gritar pela sua “liberdade”, ou será que os seus saltos mais altos, que vão contagiando os outros bailarinos, são o regozijo do aconchego e abraço daquela nuvem que vem e logo vai! Publicada por Luis Rocha às 13:00 1 comentários Etiquetas: liberdade de expressão, luís rocha, natureza, água Mensagens mais recentes Mensagens antigas Página inicial Subscrever: Mensagens (Atom)
Aos 60 anos decidiu reformar-se por antecipação. Após umas férias “sabáticas”, passou a fazer as coisas de que gosta e que não teve tempo para fazer, enquanto trabalhava. Está sempre ocupado e costuma dizer “ não sei como é que tinha tempo para trabalhar”. Para além do exercício físico e da prática de tiro ao alvo, aprecia os espectáculos (Cinema/futebol/Teatro/Bailado/Concertos) e as Artes em geral. Gosta de fotografia, de dançar, viajar e é um apaixonado pela música clássica. Gosta de ler (poesia e prosa), contar histórias aos netos e representar peças de teatro com eles.
Quando terminou o serviço militar, foi, em Abril de 1972, admitido numa Editora internacional em constituição. Participou assim num projecto inovador na área da edição em Portugal, de tal modo inovador e aliciante, com participação directa na gestão da empresa, que teve como consequência a sua permanência nessa Editora durante 25 anos. Frequentou também vários cursos de formação profissional e participou na gestão de várias empresas, sempre ligadas à edição e comercialização de publicações.
sente um desejo súbito de escrever sobre o que sente ou o que vê. Escreve sobre memórias e sobre o que chama “fotografias da mente – do que vai vendo e observando”, andando por isso sempre acompanhado de um caderno de apontamentos.
