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Um comentário a uma derivação, ou a sem razão do Júlio Marques Mota. Por João Machado.

 

Pois, o Júlio agora está zangado. Acham justo? Só por eu lhe disse que ele estava a ser amável com a Carla Bruni. E então ele não estava? Propôs-se avançar com esta nota

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

para ajudar a pagar a suite onde a ilustre senhora ficou com o seu Napoleãozinho, perdão o Sarkozy, o tal que desanca os outros primeiros-ministros lá no Conselho Europeu, sempre que levantam dúvidas sobre as magnas decisões que ele mais a sua amiga Merkel querem impor. Entretanto, o Napoleãozinho, perdão o Sarkozy, não quer políticas de austeridade lá na França, porque vai haver eleições. Enquanto que por cá, o bom aluno, o Passos (passamo-nos, olá, passamo-nos todos, um dia destes!) acha que as eleições em que enganou uma data de portugueses, à maneira do seu antecessor Sócrates, ainda estão fresquinhas, e que se calhar daqui a três anos já não nos lembramos de nada. Talvez ache que já não vai haver mais eleições. Oh, Passos, o nosso jardim (não estou a falar do Alberto João, ainda lá não chegámos) à beira-mar plantado está cheio de gente distraída, mas tu não abuses, que a sorte acaba.

 

Nem com a bênção do bispo Vitorzinho (deixo de lhe chamar Vitinho que o Júlio não gosta, e eu não o quero magoar) e o Alvarito (concordo que não se deve ofender o honrado vinho Alvarinho) que até foi aluno do Júlio, que não nos sabe explicar como é que ele lhe preferiu o amigo do Pinochet, o Milton Friedman, o Passos nos consegue convencer que daqui a seis meses não estamos pior que na Grécia, com a agravante de que nos tirou o pouco dinheirito que ainda tínhamos para comprar uma passagem para fugir para o estrangeiro.

 

O Júlio, todo ofendido, compara-me ao Sócrates e ao Passos. Perdoem-no, que eu perdoei-lhe logo, que eu sei que ele é bom, só que volta e meia lembra-se da Carla Bruni (julgo que é nela que ele pensa, e não no Nicolas!) e quer ser amável com ela (eu só disse amável, que as almas impuras que por aí andam não venham com insinuações. Honni soit qui mal y pense! Não, não estou a ficar afrancesado). O Júlio ficou foi zangado por que eu mostrei compreensão para com ele.

 

E peço-te, explica-nos como é que deixaste o Alvarito ir cair no colo do Milton Friedman. Porque não o vais procurar, e lhe puxas as orelhas? A Argos está pronta para para te acompanhar nessa expedição.

 

 

Um abraço

 

 

João

 

 

 

 

 

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