
Saltimbancos, um filme de Manuel Guimarães que nos leva até ao universo subterrâneo e exótico do Circo Maravilhas — pequeno e decadente, tristonho e dramático na sua miséria, nos conflitos e fatalismo dos velhos artistas, na coragem da veterana trapezista, no trilhar esrrante de uma aventura insolidária, onde o afecto e o companheirarismo rasgam, no horizonte, uma esperança inextinguível.
Adaptação do romance neo-realista “O Circo”, da autoria de Leão Penedo e, cinematograficamente, inspirado no cinema neo-realista italiano, foi estreado no Éden, em Lisboa, em 25 de Janeiro de 1952, com escasso êxito de público.
Sobre este filme, disse Luís de Pina – “Em 1951, Manuel Guimarães estreava-se no cinema de fundo com “Saltimbancos” (…). Era um filme simpático, com alguma gente nova no cinema, orçamento reduzido, filmagens em exteriores e nos locais da acção, mas em que o realizador afirmava uma verdadeira sensibilidade, um acentuado gosto plástico, uma capacidade nítida para construir uma atmosfera, embora revelasse algumas fraquezas nítidas no argumento e no découpage.”
Luís de Pina, in História do Cinema Português, ed. Europa-América, col. Saber, 1986
Nos principais papéis Maria Olguim, Helga Liné (Delmirinha), Artur Semedo, Fernando Gusmão .
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