Na assembleia geral da Associação dos Municípios pela Independência (AMI – Associació de Municipis per la Independència), realizada em julho de 2012, Carles Puigdemont, alcaide de Girona, considerou que a única resposta possível para a atual situação é a independência.
Puigdemont afirmou que, atualmente, o Estado espanhol não tem futuro e salientou que para os catalães a única opção possível passa pela criação dum Estado próprio. O Estado espanhol já não tinha futuro nem quando as coisas andavam bem, pelo que a nossa obrigação como alcaides é encontrar uma proposta de futuro para a nossa gente, disse Piegdemont.
Tornei-me independentista porque deixei de ser idiota
Ferran Requejo, do Partido Socialista Catalão (PSC), catedrático de Ciência Política na Universidade Pompeu Fabra, num debate sobre o direito de decidir organizado em junho de 2012 pela Fundació Campalans, afirmou que antes era federalista mas que se tinha tornado independentista, porque tinha deixado de ser idiota: “Não, não é possível uma união entre Catalunha e Espanha. Disseram-no-lo de todas as maneiras”.
Requejo disse ir pedir que aos socialistas que se decidam face ao crescimento do independentismo tendo presente que o federalismo é uma fórmula – vejam a Bélgica, o Canadá e o Reino Unido – que não resolve as questões nacionais. “Não é possível continuar num lugar onde não estamos bem”.
Mais de metade dos municípios catalães são independentistas
Já 475 municípios catalães se declaram formalmente como independentistas e estão convictos que o municipalismo vai ter um papel decisivo na proclamação da Segunda República. Prova da importância da participação do poder local no processo soberanista é que mais de metade dos municípios catalães constituiram uma associação que tem como propósito a independência da Catalunha.
Os 475 governos locais que já aderiram à Associació de Municipis per la Independència (AMI) representam 2.355.000 de catalães, cerca de 31 por cento da população da Catalunha. Os promotores esperam atingir nos próximos meses as 650 adesões.
A AMI trabalha para a realização dum referndo oficial nacional no horizonte 2013-2014.
Sondagem indica o reforço das posições independentistas na Catalunha
Numa sondagem realizada com entrevistas a 2500 pessoas pelo Centro de Inquéritos de Opinião (CEO, Catalunha), divulgada no passado mês de junho, a independência surge, pela primeira vez, como a primeira opção em termos de forma de organização política para a Catalunha. 70% indicaram que votariam pela autodeterminação em caso de referendo.
Em termos de resposta múltipla: 34% declaram-se favoráveis a um Estado independente, 29% disseram preferir um Estado catalão dentro duma Federação espanhola, 25% preferem continuar como comunidade autónoma e 6% gostariam de acabar com a autonomia e passar a ser uma região de Espanha.
Formulando a pergunta em termos de “sim” ou “não” os pró-independência atingiriam os 70% (com 64% das respostas apoiando a secessão) e os unionistas pró-espanhóis descendo para os 30%.
No que respeita à identidade, 53% declaram-se “apenas catalão” ou “mais catalão que espanhol”, 37% afirmaram-se “tão catalão como espanhol” e apenas 7,5% responderam considerar-se “apenas espanhol” ou “mais espanhol que catalão”.
