por Rui Oliveira
Na Terça-feira 25 de Setembro voltamos a ter uma agenda diminuta.
Estreado no MoMA, em Nova Iorque, no ano passado, “articula formas e geometrias 3D inspiradas nas esculturas de Isamo Noguchi, David Smith, Jacob Epstein, Tony Smith ou Anthony Caro, com loops e samples não apenas de sons organizados (melodias, frases de piano) mas também de fragmentos de textos curatoriais e sinopses de obras” (diz o programa) “… Quase sempre instrumental, abstracta e independente dos significantes que reificam as canções da pop ou do rock, a música de Lopatin acabaria, mais tarde ou mais cedo, por construir um diálogo com as artes visuais, em particular com aquelas que se fundamentam na imagem em movimento e este produto é a maturação desta colaboração, porventura a mais simbólica e complexa entre ambos”.
Anteciparemos a sessão vendo a reportagem que dela fez o MoMa :
Também a 25 de Setembro (Terça) (e na Quarta 26) decorre, no Espaço Alkantara (Calçada Marquês de Abrantes, n.º 99, a Santos), às 21h30, o espectáculo “2 Histórias / Ele precisa começar”.
O primeiro “2 Histórias” resulta do encontro de duas companhias, “Foguetes Maravilha” e “Mundo Perfeito”, com dois monólogos criados e apresentados no Teatro Maria Matos em 2009, em que nos são apresentados dois pontos de vista sobre personagens limítrofes, deslocadas, inadaptadas.
Os textos são de Alex Cassal e Sérgio Sant’anna, a concepção e interpretação de Alex Cassal e Felipe Rocha e a direcção de Clara Kutner e Felipe Rocha.
Durante a Idade Média, essas canções são o contraponto discreto e tenaz de uma poesia predominantemente masculina, mas em condições que dificultam a sua interpretação, em relação ao espaço deixado à voz feminina ou à natureza dos efeitos poéticos que lhe são confiados.
A ausência de outros eventos no dia aconselha a visita às inúmeras exposições nos espaços da capital.
Nela podemos encontrar vários momentos da vida da escritora, desde a sua infância na província suábia do Banato até à cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Literatura. Em entrevistas televisivas, a escritora fala sobre a sua vida na Roménia e na Alemanha, sobre a saída da sua terra natal, sobre a sua escrita – e também sobre as suas motivações. Excertos dos processos da polícia secreta Securitate revelam o sistema político rigoroso e desumano da Roménia.
As colagens de Herta Müller, criadas desde o final dos anos oitenta, mostram ainda um lado mais desconhecido da sua obra.
Diz o programa que “… Nas suas instalações sonoras, performances e edições discográficas, Florian Hecker negoceia com desenvolvimentos particulares na composição musical da modernidade do pós-guerra, com a música electroacústica, bem como com outras disciplinas … (Aqui) Hecker pediu ao filósofo e escritor iraniano Reza Negarestani um ensaio para lhe servir de suporte a um novo trabalho a desenvolver em Lisboa. O texto, originalmente escrito em inglês, estabelece um jogo dentro do binómio natureza-cultura e foi traduzido para português, de forma livre e interpretativa. Quatro convidados procederam separadamente à leitura dos textos, dois em inglês e dois em português, numa câmara anecoica, um espaço hermético que impede a existência de eco. Posteriormente, Hecker submeteu a gravação áudio a um depurado processamento digital, até um possível ponto limite de compreensão do que é dito”.
(para mais pormenor, ver http://www.goethe.de/ins/pt/lis/ver/pt9802932v.htm)
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Domingo aqui )


