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TAXA SOBRE AS TRANSACÇÕES FINANCEIRAS: Roubar de volta quem rouba não é solução! – por Fernando Negro

Taxar as transacções financeiras, é um dos objectivos do próprio poder   estabelecido – que quer consolidar o seu poder e que o Capitalismo que temos   passe de um modelo de chamado “Mercado Livre” para um modelo de   Economia Planeada.

Planeada, claro, por esse mesmo poder estabelecido (constituído pelos grandes   capitalistas e banqueiros internacionais) através dos seus governos-fantoche,   de um modo semelhante ao que se fazia nos regimes fascistas. Tudo para que o   cartel formado pelo Clube Bilderberg, e afins, passe a constituir, de facto,   uma espécie de Governo Mundial / Empresa Mundial S.A.

Não sendo por acaso que quem anda a pressionar por esta reforma são grupos   controlados por esse mesmo poder estabelecido – como é o caso da ATTAC, que   surgiu por iniciativa do jornal Le Monde Diplomatique, criado pelo   jornal Le Monde, membro do Clube   Bilderberg.

Sou, de um modo geral, contra os impostos e subsídios. Que considero, na sua   maioria, ilegítimos e injustos. E não acho que roubar, de volta, quem rouba   seja a solução. (O qual não é sequer o caso, no que falamos, pois o dinheiro   que é extorquido a todos os capitalistas, neste tipo de impostos, nem sequer   vai parar, de volta, às pessoas, mas sim passa para as mãos dos vários   Estados e, através das dívidas fraudulentas por estes contraídas, por sua   vez, para as mãos dos banqueiros e grandes capitalistas que constituem o   Clube Bilderberg e afins, acabando os grandes capitalistas por reaver, deste   modo, o seu dinheiro e constituindo também tudo isto, em boa parte, uma forma   de roubo dos grandes capitalistas aos pequenos capitalistas.)

Penso que o que é preciso é acabar com os roubos em si. E que, para   isso, é preciso mudar a sociedade pela raiz e substituir o modelo económico   que temos por um outro onde não haja roubos. Se isto é possível ou não, já é   outra questão a debater. Mas é esta a única maneira correcta e coerente que   vejo de mudar as coisas.

Estar a pressionar por este tipo de reformas acaba por ser até uma maneira de   legitimar, pelo menos em parte, o próprio sistema. E de dizer que o mesmo   pode ser algo benéfico para as pessoas. Acabando também por diminuir a   contestação das pessoas ao mesmo e por permitir a este que sobreviva e,   através dos mencionados esquemas, se fortaleça até.

(Artigo enviado por Octopus)

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