por Rui Oliveira
Trata-se de uma concepção de Sura Berditchevsky (para comemorar os seus 40 anos de carreira), que a dirige e interpreta, cabendo a co-direcção a Luis Fernando Philbert e a direcção de arte a Bia Junqueira.
A peça retrata, através das correspondências entre pai e filha, a relação de Maria Julieta e seu pai Carlos Drummond de Andrade, pois desde que Maria Julieta tinha cinco anos de idade, pai e filha haviam iniciado uma profunda e intensa cumplicidade com a troca de cartas.
O espectáculo é, aliás, fruto de um intenso trabalho de pesquisa em colaboração com Pedro Drummond, filho de Maria Julieta e neto de Carlos Drummond, com relevo para a entrevista de Maria Julieta a seu Pai em 22 de Janeiro de 1984 para o jornal O Globo, posteriormente editada em CD (foto à esquerda).
Giovanni Gabrieli “Jubilate Deo”
Claudio Monteverdi “Magnificat” e “3 Motetes”
Antonio Vivaldi “Credo”, “In Exitu Israel, salmo 113” e “Laudate Dominum omnes gentes”
Não havendo, como é usual, registo destas formações nacionais, escolhemos a obra do compositor menos divulgado, o veneziano Giovanni Gabrieli (1556-1612), discípulo de Orlande de Lassus e mestre de estudantes vários, desde Claudio Monteverdi e Alessandro Grandi a Heinrich Schütz. Aqui o “Jubilate Deo” de 1597 é cantado em 2011 pelas “Balanced Voices” de Matthew Curtis, um premiado tenor norte-americano, com a vantagem para o leitor de poder ir acompanhando nas sucessivas folhas da pauta a evolução do canto :
Olivier Messiaen Tema e Variações p/ violino e piano
Astor Piazzolla Café 1930 e Nightclub 1960 (da “Histoire du Tango”)
Fernando Lopes-Graça Sonatina Nº 1 p/ violino e piano
Sergei Prokofiev Sonata p/ violino e piano em ré maior nº 2, Op.94 bis
O registo-vídeo mais elucidativo das virtuosidades deste Doppio Ensemble que encontrámos é este do 1º andamento da Sonata-fantasia nº 1 para violino e piano Desesperança (1913) de Heitor Villa-Lobos tocada em Janeiro de 2009 no Festival Internacional de Música do Palácio da Bolsa no Porto :
É este o seu breve filme-anúncio :
Para os ainda mais cinéfilos, informa-se que se inaugura nesta Quarta-feira 7 de Novembro, às 17h30, no Anfiteatro II da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa o interessante Ciclo de Cinema «Portugal visto de fora» que o Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através do seu “Grupo de Investigação Memória e Historiografia”, em conjunto com o Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, organizará em quartas-feiras espaçadas até 20 de Fevereiro de 2013 (o programa encontra-se em http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/383212.JPG ). A entrada é livre.
O filme de abertura é “Fantasia Lusitana” (2010) de João Canijo.
Quem não puder comparecer (o que é sempre preferível, até pelo debate que se seguirá), tem aqui (pela generosidade do YouTube que agradecemos) o filme integral, extraordinário retrato do Portugal do Estado Novo e rememoração aguda daquilo de que nos libertámos … sobretudo para alguns “saudosistas” da “tranquilidade” do antigamente) :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )


