por Rui Oliveira
Na Terça-feira 27 de Novembro estreia-se em Portugal na Fundação Calouste Gulbenkian o jóvem pianista búlgaro Evgeny Bozhanov que irá, no seu Grande Auditório, às 19h, interpretar um programa que inclui as seguintes obras :
Ludwig van Beethoven Sonata nº 18, op. 31 nº 3
Franz Schubert Ländler, D. 790
Fryderyk Chopin Valsa, op. 64 nº 3
Grande Valsa, op. 42
Grande Valsa Brilhante, op. 18
Barcarola, op. 60
Sonata nº 3, op. 58
Aos 28 anos, formado por Boris Bloch, em Essen, e por Georg Friedrich Schenk, em Düsseldorf, Evgeny Bozhanov, que arrebatara em 2010 o segundo prémio no Concurso Internacional Rainha Elisabeth, ficaria nesse mesmo ano, na história pela sua passagem pelo Concurso Chopin de Varsóvia como um dos momentos memoráveis do famoso certame (onde obteve o quarto lugar) pela perplexidade que causou no júri. Kevin Kenner, um dos membros, declarava “… nunca tinha ouvido a Polonaise tocada com tanto estilo, este é o verdadeiro Chopin…”.”Toca com todo o seu corpo, espírito, cérebro e coração absolutamente dominados pela música, parece possuido por ela …”, opinou o autor e músico clássico australiano Michael Moran.
Oferecemos ao leitor (como “brinde”, agradecendo para tal ao YouTube) a prestação integral de Evgeny Bozhanov no referido Concurso Chopin onde tocou, além da Sonata op.58 (que encerra o programa da Fundação Gulbenkian), Polonaise-Fantasie em Lá bemol maior op. 61, Sonata em Si menor op. 58, Mazurka em Dó sustenido menor op. 30 nº 4, Mazurka em Dó sustenido menor op. 41 nº 1, Valsa em Lá bemol maior op. 64 nº 3, Valsa brilhante em Fa Maior op. 34 nº 3 e Grande Valsa brilhante em Mi bemol Maior op. 18 :
Na próxima Terça-feira 27 de Novembro, apresenta-se ao vivo na Sala Principal do Teatro Maria Matos, às 22h, Alva Noto (Carsten Nicolai) trazendo uma das suas mais recentes produções “Univrs” (Uniscope version, Raster-Noton 2011).
No ano passado, Nicolai produziu Univrs, “acrescentando informação e emoção suficientes para ouvirmos esta obra como uma das mais importantes da sua longa discografia, em que o poder quase científico (e também industrial) da montagem das suas partículas digitais encontrou uma narrativa atmosférica de fulminante hipnotismo…” (diz o Jornal 10 do Maria Matos TM). Há um trabalho de vídeo (que em parte reproduzimos abaixo) que guia através do som de Alva Noto, o qual ao vivo se verá numa tela de grande formato “preenchendo os nossos sentidos e fazendo-nos mergulhar nas profundezas da matemática sonora de Univrs”.
Trará como convidados especiais Beth Gibbons, Scott Matthew e Neil Hannon.
Também na Terça-feira 27 de Novembro tem lugar na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h com entrada livre, um Recital de Piano onde o pianista António Hamrol interpretará as seguintes obras :
António Hamrol é um pianista e compositor luso-angolano residente em Portugal que estudou na Academia de Música de Luanda e na “Bulgarian State Academy of Music”, em Sofia. Como compositor, a sua obra tem sido reconhecida e integrada nas Bibliotecas e programas de ensino de dezenas de prestigiados Conservatórios e Universidades do mundo desde Nova Iorque, Houston, S. Francisco, Filadélfia e Boston a Moscovo, Varsóvia, Londres, Paris e Viena.
O único registo encontrado (e medíocre) é da interpretação dos Quadrosde uma Exposição de Mussorgsky num Live Music em Faro :
Quanto ao debate de temas de interesse, assinalamos que se reúne nesta Terça 27 de Novembro (e Quarta 28) no Institut Français de Portugal, a partir das 10h com entrada livre mediante inscrição prévia, o Colóquio Internacional “Políticas públicas para o Património Imaterial na Europa do Sul”, uma parceria com a Direção Geral do Património Cultural e o CIDEHUS – Universidade de Évora.
O colóquio propõe-se reflectir sobre as diferentes experiências da Itália, da Espanha, da França e do Portugal para acolher esses novos patrimónios na Europa do Sul. Pretende reflectir, por um lado, sobre os papéis aí reservados para as entidades governamentais (de âmbito nacional, regional e local), as entidades de carácter científico e cultural (universidades, centros de pesquisa, museus, associações) e os detentores do PCI (comunidades, grupos, indivíduos). Por outro, pretende indagar sobre o papel e o envolvimento da antropologia na definição e implementação daquelas políticas e estratégias, identificando as oportunidades, os resultados e, também, os problemas daí decorrentes.
Por último, o Colóquio propõe-se interrogar as diferenças e afinidades entre as políticas culturais dos países da Europa do Sul, na perspectiva do papel desempenhado pelo património como factor de construção e reconstrução de identidades, inclusive a da própria Europa globalmente considerada.
Do texto introdutório retiramos :
“ A massificação das indústrias culturais e, ainda mais, a expansão de novos suportes, designadamente informáticos, coloca em questão a capacidade de mediação reflexiva, no sentido de uma mera intermediação na lógica e na rapidez dos consumos culturais. Com a permanência de (alguns) críticos como formuladores de cânones, grelhas interpretativas e opções institucionais, ocorre também uma desqualificação do espaço próprio das apreciações críticas, colocando mesmo a interrogação sobre se a crítica ainda existe ”.
Tema : Esta denúncia contra a violência doméstica narra a história de Pilar, uma mulher que foge da sua casa, uma noite invernal, levando consigo o seu filho Juan. Seu marido Antonio não demora em ir à sua procura. Diz que ela é “o seu Sol” e que, por outro lado, “lhe deu os seus olhos”. Ao longo do filme as personagens vão reescrevendo esse livro de família no qual todos os conceitos estão equivocados: onde se diz “lar” se lê “inferno”; onde diz “amor”, há dor, e quem promete protecção produz terror.
Oferecemos ao leitor a possibilidade (agradável) de assistir aqui ao filme integral (graças à generosidade do YouTube) :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui )


