
A muitos, tal pergunta parecerá disparatada e a resposta, afirmativa, mais do que óbvia. Porém, apenas se quer destacar o carácter artificial do estado espanhol, onde se amalgamam nacionalidades, onde nações com história, idioma, tradições, cultura próprias, são reduzidas à condição de províncias ou de regiões.
Não sabemos se a Catalunha encetará ou não de imediato o seu caminho para a independência. Complicadas negociações estão a ser realizadas, dado o mau resultado obtido por Artur Mas. Segundo notícias de hoje, só convocará a consulta popular se a ERC aceitar fazer parte do Governo. O que se torna evidente é que, divididos por interesses e jogadas partidárias, os catalães querem ser independentes. A maioria do povo catalão, anseia pela independência. No entanto, cada formação partidária do campo soberanista quer chegar à autonomia nacional de maneira diferente.
Essa diversidade de opiniões pode dificultar a obtenção do objectivo principal. Mais tarde ou (oxalá) mais cedo, encontrarão uma plataforma. E nós cá estaremos para saudar a nova nação europeia. Uma «nova» nação com uma história, com um idioma, com uma literatura, com uma identidade, que chegam vindas da Idade Média.
A Catalunha existe!
