EM 25 DE NOVEMBRO E EM 17 DE DEZEMBRO A ARGOS É CONDUZIDA POR PEDRO GODINHO

Temo-lo   feito e vamos repeti-lo no futuro – por vezes a roda do leme muda de mãos. Uma edição dedicada à Economia, foi dirigida por Júlio Marques Mota, Professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. A edição comemorativa do centenário de Jorge Amado, foi coordenada por Sílvio Castro, professor de Literaturas Portuguesa e Brasileira na Universidade de Pádua e, factor decisivo, amigo pessoal de Jorge Amado. Ao dedicarmos uma edição à jornada eleitoral do próximo dia 25 na Catalunha, pedimos a Pedro Godinho que,  com grande competência, dirige desde o primeiro dia de A Viagem dos Argonautas a rubrica Península/Penintsula,         que segurasse a roda do leme. O mesmo acontecerá em 17 de Dezembro quando da edição especial sobre o tema «Espanha, existe?».

 Sobre o Pedro Godinho fala sobretudo o seu trabalho. Acrescentamos que nasceu em Lisboa, em 1960, é licenciado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Ouçamos o que diz sobre si mesmo:

«Da fornada de 60, o 25 de Abril apanhou-me à beira dos 14 anos, com as hormonas a começarem a dar sinal.

E que melhor momento para uma explosão de energia que o de um período revolucionário, a descobrir, com milhares de outras pessoas, a liberdade e a procura da felicidade» (…)«Com muita asneira de permeio, foram dias inesquecíveis em que me descobri cidadão, antes de ser homem. Encontrei pessoas e amizade, ideias e boa vontade. De tal modo nos entregávamos, com paixão, à construção de um novo mundo que só mais tarde compreendemos que também na generosidade podia haver desigualdade e que havia alguns que, calculistas, manipulavam, tratavam da vidinha e vendiam a alma ao diabo mais prometedor.

De crente a agnóstico da Revolução, a da maiúscula, com o tempo lambi as feridas da desilusão na leitura (regressando também à literatura), no cinema e na música (sem ter de ser de intervenção), nas viagens (a ver mundo para além da ideologia), nas ideias (sem rótulos apriorísticos), no tempo e conversa com os amigos (não necessariamente camaradas), no amor duma mulher, filhos e família para uma vida.

Ainda me indigno com a desigualdade e a injustiça, mas estou mais maldizente que militante, à espera do meu Godot, por não me reconhecer nas forças organizadas».

E aqui teremos, no próximo domingo e no dia 17 de Dezembro, o Pedro Godinho a dirigir a nossa Argos com a mesma segurança com que orienta a sua rubrica dedicada às causas peninsulares – as independências, a questão de Olivença e também exemplos do mosaico de culturas que, alheias às injustiças e às ambições do centralismo de Madrid, exibem toda a sua esplendorosa riqueza.

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