por Rui Oliveira
No panorama do Sábado 5 de Janeiro destaca-se, naturalmente, a transmissão em directo da Metropolitan Opera de Nova Iorque (Met Opera Live in HD) para o Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 17h, da ópera “Les Troyens” com música e libretto de Hector Berlioz (baseado na Eneida de Virgílio), numa produção de Francesca Zambello, com a New York Metropolitan Opera Orchestra dirigida por Fabio Luisi.
A história é conhecida –a da guerra de Troia – e começa no 1º Acto onde “ … Cassandra, profetisa e filha do rei Troiano Príamo, se interroga sobre o desaparecimento dos gregos, e pressente a desgraça naquele cavalo que foi deixado às portas da cidade. Quando sabe da morte do sacerdote Laocoön, devorado por duas serpentes saídas das águas pois … tentara ferir o imenso cavalo com uma lança,… Cassandra compreende que este será o fim de Troia e exprime-se assim :
… Para vir a acabar no 5º Acto onde “… Dido procura, desesperada, Eneias no porto, implorando-lhe que fique. Eneias resiste, diz que tem de embarcar. A frota parte. Dido ordena que se acenda uma fogueira onde irá queimar todas as memórias de Eneias, sobe ao cimo da pira transportando as relíquias do seu amor e aí profetiza o nascimento de Aníbal, um general cartaginês que a irá um dia vingar, contra Itália. Depois, perante o olhar do povo horrorizado, fere-se mortalmente com a espada de Eneias.”
É essa a breve cena da actual representação aqui reproduzida, que é de certo modo a reedição da última versão apresentada no Metropolitan em 2003 :
Quem fique ávido de conhecer a ópera integral nessa apresentação de há 9 anos e que foi igualmente levada a Paris em 26 de Outubro de 2003 com a mesma Susan Graham no papel de Dido, mas com a “Orchestre Révolutionnaire et Romantique”, o “Monteverdi Choir” e o “Choeur du Théâtre du Châtelet” (dir. Donald Palumbo) sob a direcção musical de John Eliot Gardiner, e com Anna Caterina Antonacci (Cassandra), Gregory Kunde (Eneias), Ludovic Tézier (Chorèbe), Laurent Naouri (Narbal), René Schirrer (Príamo), Danielle Bouthillon (Hecuba), Nicolas Testé (Panthée) e Stéphanie d’Oustrac (Ascânio) pode seguir os três links seguintes, dos quais abrimos o primeiro (actos 1 e 2), estando os restantes três actos aqui :
http://youtu.be/B7qiCxZj6uE e http://youtu.be/YL1QeWJ0zrA
Neste Sábado 5 de Janeiro há ainda na Sala Principal do São Luiz Teatro Municipal, às 21h e com entrada livre, o Concerto do Novo Ano.
Ei-las :
1) Quatro Miniaturas para Violino e Piano LG 103, 2) Sonatina n.1 para Violino e Piano LG 96, 3) Pequeno tríptico para Violino e Piano LG 101, 4) Esponsais para Violino Solo LG 116, 5) Adagio doloroso e Fantasia para Violino e Piano LG 105, 6) Prelúdio e Fuga para Violino Solo LG 137 e 7) Preludio, Capricho e Galope para Violino e Piano LG 98.
Não há ainda, que se saiba, registo destas interpretações.
Desconhecem-se maestro e principais intérpretes (por não divulgados) mas é conhecida a temática que pode ser resumida como :
A jovem rainha Odette é vítima do feitiço do terrível bruxo Von Rothbart que a transforma em cisne e só lhe permite adoptar uma forma humana durante a noite. O feitiço acaba quando um homem lhe jure amor eterno. Sigfried apaixona-se por Odette, mas o malévolo bruxo faz tudo o que está ao seu alcance para impedir este amor… o que consegue levando à morte sucessivamente os dois amantes.
Por último aos amadores de jazz que tenham na véspera já ouvido a nova actuação da Orquestra do Hot Clube que ontem noticiámos, resta “recorrer” ao Onda Jazz onde, às 22h30, de novo Elisa Rodrigues voz, acompanhada por Julio Resende pianoI, Hugo Antunes contrabaixo e Alexandre Frazão bateria vem, como é próprio do jazz, pretender reinventar com base em temas do cancioneiro americano (standards), embora não fuja a qualquer influência das outras músicas do mundo, da Bossa-nova ao Funk e mesmo ao Pop.
Deixamo-vos com a sua interpretação original do tema“Sonhos” como surge no álbum de Elisa Rodrigues “Heart Mouth Dialogues” :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui )


