por Rui Oliveira
Para o seu programa trazem :
Robert Schumann Fantasiestücke, Op. 88
Johannes Brahms Trio Nº 3 em dó menor, Op. 101
Franz Schubert Trio Nº 2 em mi bemol maior, D.929
O único registo que obtivémos (e deficiente…) foi da execução desta última peça de Schubert na V Temporada do IST em Maio de 2012 :
Sobre a peça, que aborda o problema da violência (na guerra do Iraque e não só…) é reproduzido no programa um excerto de Judith Thompson : “… Um dia, como eu sabia que ia acontecer, eles vieram ter connosco. Graças a Deus que deixaram a minha mãe levar a Laila, mas levaram o Nahdne da escola e a mim de casa. Tinha estado a cozer um ovo. Para comer com um convidado. É verdade. E os bandidos entraram. E sabem quem eram? Podem perguntar-se, quem eram estes tipos da polícia secreta? Como é que eles reuniam tantos criminosos ávidos e sádicos? Bom, eu digo-vos, eram os rufias da zona. Eu reconheci um deles, costumava meter-se comigo e com o meu irmão quando íamos ao cinema. Assediava-me, dizia coisas nojentas e o meu irmão avisou-o. Eram estes tipos, estes fracassados, aqueles que torturam animais, as pessoas que tu evitas. Portanto. Levaram-nos para a prisão.”
Tema : A 20 de Novembro de 2006, Sebastian Bosse atirou sobre alunos e professores do seu antigo liceu antes de se suicidar. Sozinho no palco, o actor expõe os mecanismos de humilhação que levaram o adolescente à vingança e ao suicídio e interroga a nossa responsabilidade.
Foi a partir do seu diário íntimo publicado na net que Lars Norén elaborou este texto intenso, frio e clínico. E em nome do personagem escreveu : “… Durante os meus 18 anos de existência aprendi que só podemos ser felizes se nos diluirmos na multidão anónima, se nos adaptarmos à sociedade como uns idiotas. Mas eu não podia não o queria fazer …”.
Com encenação e desenho de luz de Miguel Seabra e figurinos de Marta Carreiras, tem interpretação de Carla Galvão, Romeu Costa, Rui M. Silva, Rui Rebelo, Susana Madeira e Vitor Alves da Silva.
Sinopse : Guimarães como centro do mundo, inimitável, insubstituível, palco de uma humana energia que retorna ciclicamente, plena de silenciosas cumplicidades por entre as pedras da calçada, interioridade e aparência, espaços nus clamando presenças vivas, e os sinos, eternos, solidamente implacáveis, companheiros de todas as horas, como um rio subterrâneo a lembrar a memória de que ontem será sempre amanhã também.
(ver http://www.zeroemcomportamento.org/ para completa informação)
Do filme de estreia “A Simple Life” (Hong Kong, 2011) – porventura o mais importante da Mostra – , trata-se dum drama interpretado por Andy Lau, a sua madrinha Deannie Yip e ainda Tsuiu Hark, que “… baseado em eventos e pessoas reais … acompanha o final da vida de Chung Chun Tao que dedicou 60 anos ao serviço da família Leung e a última década a Roger, que trabalha na indústria do cinema e é o único membro da família que ainda reside em Hong Kong. Roger, ao cuidar de Chung Chun Tao , que cai subitamente doente, descobre o quanto a sua ama é importante na sua vida”.
É este o seu trailer :
Por último, saiba-se que, na defesa da sua actividade vocacional, a Cinemateca Portuguesa, dentro do seu ciclo deste ano “Foco no Arquivo” e sob o tema “Riscos do Património / Um Património em Risco”, tem três colóquios agendados a 9, 16 e 23 de janeiro, às 18h30, na Sala Dr. Félix Ribeiro, todos de entrada livre.
O desta Quarta-feira 9 de Janeiro versará “A Cinemateca Portuguesa e a Salvaguarda do Património Cinematográfico em Portugal”– O lugar do património cinematográfico. Os desafios e as condições estruturais da actividade de conservação do cinema em Portugal.
Leonid Konolov, professor no VGIK, é o protagonista de uma conferência a 25 de Janeiro, às 18h30, dedicada ao tema “O futuro da película cinematográfica” que encerrará este ciclo de colóquios.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


