Pentacórdio para Quarta 9 de Janeiro

 

por Rui Oliveira

 

 

trio lisboa   Na Quarta-feira 9 de Janeiro o único evento musical de destaque é o Concerto Antena 2 que terá lugar no Auditório «Caixa Geral de Depósitos» do Instituto Superior de Economia e Gestão (ao Quelhas), às 19h com entrada livre, onde actua o “Trio Lisboa”, constituído por três reputados músicos do panorama nacional, que partilham as mesmas raízes musicais e decidiram preencher, com esta formação de «trio com piano», um espaço na música de câmara nacional que só muito  esporadicamente vem sendo ocupado. São eles Tiago Neto  violino (vencedor do  Prémio Jovens Músicos em Violino e em Música de Câmara, doutorado em Música – Violin Performance “Excelente”− em Londres), Nuno Abreu  violoncelo (vencedor do Prémio Jovens Músicos ou do Concurso do Estoril, mestrado em Violin Performance na Northwestern University School of Music de Chicago) e Paulo Pacheco  piano (mestrado em Piano Performance na Universidade do Norte do Texas, 1.º Prémio de Música de Câmara (nível superior) no Concurso Prémio Jovens Músicos/1999).

   Para o seu programa trazem :

 

      Robert  Schumann  Fantasiestücke, Op. 88

      Johannes Brahms  Trio Nº 3 em dó menor, Op. 101

      Franz Schubert  Trio Nº 2 em mi bemol maior, D.929

  O único registo que obtivémos (e deficiente…) foi da execução desta última peça de Schubert na V Temporada do IST em Maio de 2012 :

 

 

 

politecnica_janeiro_prog   O panorama teatral recomeça a animar-se com a estreia nesta Quarta-feira 9 de Janeiro  de duas novas peças no Teatro da Politécnica onde actualmente funciona a Companhia Artistas Unidos.

 

Judith Thompson   A primeira é “Palácio do Fim” da dramaturga canadiana actual Judith Thompson (foto esq.), que se prevê esteja em palco até 23 de Fevereiro, exibida  3ª e 4ª às 19h, 5ª e 6ª às 21h e Sáb às 16h e às 21h.

palácio do fim - Copy   Esta tradução de Pedro Marques é encenada por Pedro Carraca, com cenografia e figurinos de Rita Lopes Alves, será interpretada por Ana Lázaro, Maria José Paschoal e António Filipe.

   Sobre a peça, que aborda o problema da violência (na guerra do Iraque e não só…) é reproduzido no programa um excerto de Judith Thompson : “… Um dia, como eu sabia que ia acontecer, eles vieram ter connosco. Graças a Deus que deixaram a minha mãe levar a Laila, mas levaram o Nahdne da escola e a mim de casa. Tinha estado a cozer um ovo. Para comer com um convidado. É verdade. E os bandidos entraram. E sabem quem eram? Podem perguntar-se, quem eram estes tipos da polícia secreta? Como é que eles reuniam tantos criminosos ávidos e sádicos? Bom, eu digo-vos, eram os rufias da zona. Eu reconheci um deles, costumava meter-se comigo e com o meu irmão quando íamos ao cinema. Assediava-me, dizia coisas nojentas e o meu irmão avisou-o. Eram estes tipos, estes fracassados, aqueles que torturam animais, as pessoas que tu evitas. Portanto. Levaram-nos para a prisão.”

 

Lars-Noren-375   A outra é “A 20 de Novembro” do romancista, poeta e dramaturgo sueco (também actual) Lars Norén (foto esq.) que permanecerá até 19 de Janeiro, representada às 4ª às 21h e de 5ª a Sáb às 19h.

A  20 de Novembro_Joao  Pedro Mamede_foto de Jorge Goncalves   Com tradução de Francis Seleck (a partir da tradução francesa de Katrin Ahlgren) tem interpretação de João Pedro Mamede, dirigido por Francis Seleck.

    Tema : A 20 de Novembro de 2006, Sebastian Bosse atirou sobre alunos e professores do seu antigo liceu antes de se suicidar. Sozinho no palco, o actor expõe os mecanismos de humilhação que levaram o adolescente à vingança e ao suicídio e interroga a nossa responsabilidade.

   Foi a partir do seu diário íntimo publicado na net que Lars Norén elaborou este texto intenso, frio e clínico. E em nome do personagem escreveu : “… Durante os meus 18 anos de existência aprendi que só podemos ser felizes se nos diluirmos na multidão anónima, se nos adaptarmos à sociedade como uns idiotas. Mas eu não podia não o queria fazer …”.

 

 

por causa da muralha   Também na Quarta-feira 9 de Janeiro, às 22h, no Teatro Meridional – Associação Meridional de Cultura (Rua do Açucar, nº 64 Beco da Mitra – Poço do Bispo) estreia em Lisboa “Por causa da muralha, nem sempre se consegue ver a lua” que nasceu do convite feito por “Guimarães Capital Europeia da Cultura” ao Teatro Meridional (TM) e resultou de um trabalho de “escuta” da cidade feito pela equipa artística do TM durante as residências artísticas em Guimarães (permanecerá até 3 de Fevereiro exibida de Quarta a Sábado às 22h e Domingo às 17h).

   Com encenação e desenho de luz de Miguel Seabra e figurinos de Marta Carreiras, tem interpretação de Carla Galvão, Romeu Costa, Rui M. Silva, Rui Rebelo, Susana Madeira e Vitor Alves da Silva.

   Sinopse :  Guimarães como centro do mundo, inimitável, insubstituível, palco de uma humana energia que retorna ciclicamente, plena de silenciosas cumplicidades por entre as pedras da calçada, interioridade e aparência, espaços nus clamando presenças vivas, e os sinos, eternos, solidamente implacáveis, companheiros de todas as horas, como um rio subterrâneo a lembrar a memória de que ontem será sempre amanhã também.

 

introsite 

Simpleposter   No campo do cinema, regressa a Lisboa a “Mostra de Cinema de Hong Kong” para a sua quarta edição promovida pela “Zero em Comportamento” (organizadora do IndieLisboa). No Cinema City Classic Alvalade serão exibidos, entre 9 e 13 de Janeiro de 2013, oito filmes produzidos naquela Região Administrativa Especial da China, seleccionados pela Hong Kong Film Society, uma organização sem fins lucrativos que se dedica à descoberta e promoção da criatividade na indústria cinematográfica e que organiza, também, o Hong Kong International Film Festival.

simple life venice pc - 1 ann hui   Em 2013, a selecção da Mostra de Cinema de Hong Kong mistura dramas pessoais, filmes de acção e grandes épicos, cabendo a abertura, a 9 de Janeiro, às 21h45, a “A Simple Life”, novo filme da veterana e conceituada realizadora Ann Hui (foto dir.). Nos dias seguintes, o programa apresenta “Love Lifting” de Herman Yau Lai-To, “Overhead 2″ de Alan Mak & Felix Chong, “The Detective 2″ de Oxide Pang, “The Great Magician” de Derek Yee, “The Cure” de Bill Yip, “White Vengeance” de Daniel Lee e “Floating City” de Yim Ho.

   (ver http://www.zeroemcomportamento.org/  para completa informação)

   Do filme de estreia “A Simple Life” (Hong Kong, 2011) – porventura o mais importante da Mostra – , trata-se dum drama interpretado por Andy Lau, a sua madrinha Deannie Yip e ainda Tsuiu Hark, que “… baseado em eventos e pessoas reais … acompanha o final da vida de Chung Chun Tao que dedicou 60 anos ao serviço da família Leung e a última década a Roger, que trabalha na indústria do cinema e é o único membro da família que ainda reside em Hong Kong. Roger, ao cuidar de Chung Chun Tao , que cai subitamente doente, descobre o quanto a sua ama é importante na sua vida”.

   É este o seu trailer :

 

 

 

   Por último, saiba-se que, na defesa da sua actividade vocacional, a Cinemateca Portuguesa, dentro do seu ciclo deste ano Foco no Arquivo” e sob o tema “Riscos do Património / Um Património em Risco”, tem três colóquios agendados a 9, 16 e 23 de janeiro, às 18h30, na Sala Dr. Félix Ribeiro, todos de entrada livre.

   O desta Quarta-feira 9 de Janeiro versará  A Cinemateca Portuguesa e a Salvaguarda do Património Cinematográfico em Portugal”– O lugar do património cinematográfico. Os desafios e as condições estruturais da actividade de conservação do cinema em Portugal.

   Leonid Konolov, professor no VGIK, é o protagonista de uma conferência a 25 de Janeiro, às 18h30, dedicada ao tema “O futuro da película cinematográfica” que encerrará este ciclo de colóquios.

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)

 

 

 

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