por Rui Oliveira
Esta Sexta-feira 25 de Janeiro, à parte os concertos e outros espectáculos que prosseguem o seu curso diário usual, não possui muitos elementos a destacar.
Sobre um texto de Chris Thorpe criado a partir de contos da tradição oral vimaranense originalmente recolhidos por Francisco Martins Sarmento e com a direcção de Jorge Andrade, representam-no Anabela Almeida, Jani Zhao, Joana Bárcia, Jorge Andrade, Mónica Garnel, Rui Lima, Sérgio Martins, Simão Cayatte, Tânia Alves, entre outros.
A cenografia e figurinos são de José Capela e a banda sonora de Rui Lima e Sérgio Martins.
Dead End pode ser sobre a necessidade do mal. Aproxima-se de coisas como o destino eo sacrifício, um certo negrume – coisas que, nos melodramas, são arrumadas de forma a que o bem triunfe. As histórias em que o mal é castigado e o bem vence cumprem um papel tranquilizador para os ue se projectam no papel da vítima. Constroem uma ordem. Ou, pelo menos, a imagem de uma ordem”.
Poderíamos, ainda, assinalar a ida ao Coliseu dos Recreios, às 21h30, por duas vezes, na Quinta 24 e na Sexta 25 de Janeiro, da jovem fadista Ana Moura num concerto intitulado “Desfado”, o nome do seu 5º álbum de originais, tido como “momento de viragem na carreira da artista”.
Neste concerto Ana Moura contará no palco com a participação de ângelo Freire (guitarra portuguesa), Pedro Soares (viola de fado), André Moreira (baixo e contrabaixo), João Gomes (teclados) e Mário Costa (bateria e percussões).
Ouçam este “Fado do Povo Alado” (de Pedro Abrunhosa) cantado por Ana Moura :
Para quem queira ouvir “alguns dos seus melhores fados”, clique : http://youtu.be/ks8f8ZtX_Po ou http://youtu.be/bjK1CkJ7l9k
Este último, premiado em Roma (Borboleta de Ouro 2011 para o realizador) e na Áustria (Romy 2011 para Melhor Cinematografia) é interpretado por Michael Herbig, Jürgen Vogel e Thekla Reuten e tem como entrecho de pendor humorístico :
Este é o seu filme-anúncio (em alemão) :
Encenado por Sandra d’Andrade, interpretam-no Alberto Sogorb, André Faria, Isabel Bernardo, João Fernandes, Mafalda Gomes, Marta Carrilho, Raquel Mariano, Pedro Simões, Sara Barbosa e Sara Roberto.
Explica este : «A massa cozida é mais elástica do que a crua. Esta, quando flexível, pode entrelaçar-se eroticamente com outras do seu espécime, formando diferentes padrões, aglomerações, e possivelmente nódulos. Os nódulos são uma pequena quantidade de matéria reunida. Um conjunto de matéria reunida forma um centro de bloqueio ou fluxo de energia.
Em “Noodles Never Break when Boiled”, uma entidade opera sob influência destes fluxos e bloqueios. Ela debate-se, na tentativa de operar na manipulação do tempo, do espaço e da percepção do observador. Mesmo que esta figura não consiga criar um nó em Noodles».
Este scholar e investigador no Instituto Nacional de Cinematografia Russo (VGIK), autor de inúmeros ensaios técnicos sobre processos e materiais de cinema, vem à Cinemateca falar do actual contexto de mutação tecnológica e sobre o potencial desenvolvimento da película enquanto suporte da imagem em movimento.
Por último, noticiamos que ao Onda Jazz volta, às 22h30 desta Sexta-feira 25 de Janeiro, o pianista argentino/brasileiro Pablo Lapidusas, músico “entre o popular e o erudito” (segundo a imprensa carioca) que, acompanhado por António Quintino contrabaixo e Joel Silva bateria, divulgará em particular o seu último álbum “Ouriço” (2011) que o vídeo abaixo mostra :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui)


