por Rui Oliveira
O concerto é repetido na Sexta-feira 8 de Fevereiro às 19h e terá então a seguinte ordem de programação :
Marc-André Dalbavie Rocks under the Water
Karol Szymanowski Sinfonia concertante nº 4, op. 60
Johannes Brahms Sinfonia nº 1, op. 68
Não há registo nem da peça de Brahms, nem da de Szymanowski pelo pianista polaco, mas encontrámos uma curta suite “L’île des Sirènes”, primeira parte de “Metopes”, op. 29 do compositor polaco descrevendo cenas da Odisseia de Homero, executada ao piano por Piotr Anderszewski.
As segunda (“Calypso”) e terceira (“Nausicaa”) partes encontram-se aqui (para quem as queira ouvir) : http://youtu.be/6L1DbdkALIc
Para ouvir a peça do concerto que (repetimos) é uma estreia entre nós, reproduzimos a execução que dela fez o pianista Tadeusz Żmudziński com a Polish State Philharmonic Orchestra dirigida por Karol Stryja :
Quanto ao tema :
“Há um bosque. Há um cego que é o único que pode guiar os outros na travessia do bosque: John Wolf. Há o destino que pensava vencer o cego. Há um homem de meia idade e um homem mais novo que acabam por atravessar o bosque com o cego. Há uma rapariga que fica de fora: Vivianne Mars. John Wolf reza outra versão da “oração que Deus nos ensinou”. A poesia passa a ser teatro e o teatro poesia. Na floresta das metáforas”. (do site do Teatro)
“O ciclo a que chamámos “O Nome de Deus” é quase um manifesto. A recente desvalorização explícita da utilidade pública do teatro e das artes em geral como consequência da declarada crise financeira, este momento de trevas em que não sabemos se teremos condições para continuar, vem precipitar uma indispensável reflexão sobre o nosso ofício que passa para nós pela reafirmação de uma evidência: a natureza política do nosso trabalho.
Estamos inseridos numa sociedade que também está a tomar consciência de um vazio. É patente o sentimento de que cada um terá cada vez mais de saber o que quer e que é fundamental a revisão dos valores por que nos queremos reger porque a mentira do sistema político começa a ser evidente para todos e todos, ou quase todos, percebem que é necessário inventar outra vida, outra política, se queremos viver o que somos e sermos felizes…”
Como outras actividades de interesse, registamos no campo musical a presença (cremos que pela primeira vez) no Onda Jazz, às 22h30, do agrupamento cultor do fado os “Rua da Lua”, composto por Tatiana Carmo voz, Rui Silva contrabaixo, Carlos Lopes acordeão, Tiago Oliveira guitarra clássica e Manú Teixeira percussões.
“Se o sol marca o ritmo das artes mecânicas, impõe a rotina daqueles que despertam todos os dias à mesma hora, a lua é a música dos mares e marés. É também a lua que nos ensina a arte do retardamento e do recomeço dos ciclos. E mente-nos de duas maneiras: aparecendo em forma de C quando não está crescente, e fingindo-se nova quando sabemos que é sempre a mesma lua que retoma a sua forma de invisibilidade antes de regressar ao círculo cheio… Era inevitável, neste culto do planeta mentiroso, que os Rua da Lua sentissem o apelo das marés e dos seus ciclos …”.
Nas Quintas-feiras seguintes (à mesma hora) até 23 de Maio serão exibidas versões diversas. A título de exemplo (para abertura do apetite) teremos em Fevereiro a 14 “Les Misérables”, 1958, de Jean-Paul Le Chanois, a 21 “Os Miseráveis”, 1935, de Richard Boleslawski e a 28 “Les Misérables”, 1952, de Lewis Milestone.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui)


