por Rui Oliveira
Esta é mais uma Segunda-feira, desta vez 25 de Fevereiro, em que é reduzida a oferta cultural pública, pelo que apenas destacaríamos o acontecimento abaixo.
Regressa ao palco do Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 19h, a pianista venezuelana Gabriela Montero que aqui inicia uma nova digressão europeia.
Desde Março de 2006, tocou em recital no Avery Fisher Hall (a sua estreia, com a Filarmónica de Nova Iorque e o maestro Lorin Maazel), bem como no Wigmore Hall de Londres, no Kennedy Center de Washington, no National Arts Center de Ottawa, no Orchard Hall de Tóquio, no Teatro Colón de Buenos Aires, na Herkulessaal de Munique, no Musikhalle de Hamburgo e no Konzerthaus de Berlim. Em 2007 actuou na Philharmonie de Colónia no quadro da «Musiktriennale», no âmbito da temática da improvisação.
Para a EMI Classics, gravou um duplo CD com um recital Rachmaninov, Chopin, Liszt, Granados, Ginastera e Scriabine, e recentemente (2010) editou “Solatino”, um disco de improvisações sobre temas clássicos que reflecte uma parte essencial da sua actividade artística. Em 2006, Gabriela Montero recebeu na Alemanha o prestigioso Prémio Echo na categoria de «Melhor Instrumentista do Ano».
O programa desta noite abrirá com as seguintes peças (podendo seguir-se-lhes um período de improvisações ?) :
Johannes Brahms Intermezzi, op. 117
Fryderyk Chopin Scherzo nº 3, em Dó sustenido menor, op. 39
Ernesto Lecuona Malaguena / La Comparsita / Córdoba / Gitanerias
Alberto Ginastera Danza Criolla
Ernesto Nazareth Odeón / Brejeiro
Moisés Moleiro Joropo
Alberto Ginastera Sonata nº 1, op. 22
Mostramos-lhe desta última peça do argentino Alberto Ginastera um excerto interpretado pela pianista venezuelana :
Já referido acima, é frequente no final dos concertos, a pretexto de temas fornecidos pelo público, Gabriela Montero dar largas à sua capacidade de improvisação que se tornou hoje uma sua marca distintiva – consta que foi em particular Martha Argerich que a incentivou a não desperdiçar tal talento.
Vemo-la aqui, p.ex., a improvisar na Gewandhaus (Leipzig) em Setembro último a partir do tema dum hino religioso (“Now thank we all our God”) que desconhecia :
Aqui é possível ouvi-la explicar a sua improvisação sobre um tema do Concerto para Piano nº 1 de Brahms http://youtu.be/ewojpi6a6Do ou a partir do 1º andamento do 3º Concerto para Piano de Rachmaninoff “em estilo barroco” http://youtu.be/sZSPBk_TGaI
Como outros eventos, temos nesta Segunda-feira 25 de Fevereiro um Recital de Violino na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h, de entrada livre, onde os jovens violinistas David Duarte, Filipe Abreu, Manuel Ferrer e Miguel Vasconcelos irão tocar obras dos compositores W. A .Mozart e H. Wieniawski.
Plásticos, sucata electrónica, medicamentos descartados em águas residuais, moléculas indestrutíveis derivadas de nano-tecnologias… Estes resíduos são um problema cada vez mais sério na nossa sociedade de consumo. Mas o planeta não está condenado a transformar-se numa lata de lixo gigante. Há hoje uma corrida mundial para criar um mundo mais limpo, onde o lixo pode vantajosamente substituir matérias-primas que são cada vez mais raras.
Os aterros de hoje são talvez as minas de amanhã !…
Veja-se, p.ex., este excerto sobre os metais recuperáveis a partir dos dispositivos electrónicos :
Quanto a conferências/debates, lembramos que se encerra na Segunda 25 de Fevereiro no Grande Auditório da Culturgest, às 18h30, o ciclo de quatro conferências intitulado “Lisboa: a espessura do Tempo” pelo Arquitecto-Paisagista João Gomes da Silva (que já aqui noticiámos) com uma última palestra exactamente sobre “A Espessura do Tempo” .
Por outro lado, arranca neste mesmo dia mais um dos Seminários de História do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de entrada livre, a decorrer no Anfiteatro III daquela Faculdade, às 18h, onde durante 3 dias seguidos o Prof. Tommaso di Carpegna Falconieri da Universidade de Urbino (Itália) proferirá “Three Lectures on Medievalism”, a saber “What is Medievalism ? The Middle Ages through the Looking Glass” a 25, “The Invention of the Middle Ages, and the case of Italy” a 26 e “The Militant Middle Ages. Darkness and Light” a 27 de Fevereiro.
Contém vinte ilustrações para livros infantis, dos artistas polacos que alcançaram sucesso no mundo da ilustração internacional, exibindo-se obras de Józef Wilkoń, Jan Lenica, Paweł Pawlak, Piotr Fąfrowicz, Tomasz Bogacki, Antoni Boratyński, Elżbieta Gaudasińska, Jan Marcin Szancer, Marian Walentynowicz e Andrzej Wiercieński.
Um modo agradável de terminar (só ou em família) este fim de semana, a avaliar pelas imagens junto.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui)


