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EXPO-VIRTUAL – INFORMAÇÃO PELA MANHÃ

Hoje às 14 horas, com um quadro de Adão Cruz, o quarto deste pintor argonauta e o 16º trabalho que colocamos nas paredes da nossa galeria, começamos a segunda metade desta exposição que, diga-se, está a exceder as nossas expectativas em número de visitas, mas a revelar uma grande escassez de comentários. Os nossos amigos entram, vêm os trabalhos, mas não nos dizem o que deles pensam.

Quem disse o que pensava sobre a obra de Adão Cruz, foi o Professor e poeta Albano Martins: «Das pinturas de Adão Cruz se poderá dizer com propriedade o que dos desenhos de Federico Garcia Lorca disse um dia Miró: que eles parecem obra de um poeta, sendo esse, nas palavras do pintor catalão, o melhor elogio que pode fazer-se a toda a expressão plástica. No caso de Adão Cruz (como, de resto, no de Garcia Lorca), o dito encerra o seu quê de redundante, uma vez que, além de pintor, ele é também autor de alguns livros de poemas, em prosa e verso.

De um poema seu, precisamente “Dedicatória”, é este verso: “Continuo a pintar o vento”. Eis uma declaração que soa como profissão de fé do pintor, mas se serve dos instrumentos do poeta: a linguagem das metáforas. Pintar o vento é acordar “o sonho adormecido”, é dar vida ao movimento do “papagaio triste” ancorado no chão, à espera do impulso – do vento – que o solta, lhe dê asas e o transforme em pássaro azul. É pôr na boca de um “deus caído” o grito de revolta contra os sonhos desfeitos e sacrificar no “altar da utopia” as últimas reses dum carnaval de sombras e luzes. (…)

AMANHÃ TEREMOS UM QUADRO DE DORINDO CARVALHO

 

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