Poeta tradicionalista, no sentido que recupera temas e formas da tradição poética portuguesa, a sua obra conheceu certa difusão pela simplicidade popular e pelo seu carácter de um nacionalismo conservador. Merece citação o volume “Onde a Terra se acaba e o Mar começa” (1940), que acabaria, porém, por ficar ligado ideologicamente à “exposição do mundo português” daquele ano. Outras colectâneas: “Canções do Vento e do Sol” (1911), “Ilhas de Bruma” (1917), “País Lilás, Desterro Azul” (1922).