Na esteira de Afonso Lopes Vieira, a sua obra contém traços evidentes de um “nacionalismo conservador”, patente sobretudo na sua lírica rural, que cultiva desde 1897. Pertence a esta fase o ciclo “A Minha Terra” (1915-1917). Em geral, a sua lírica revela um saudosismo nacionalista de raiz popular e distante da metafísica de Pascoaes, cultivando temas patrióticos: “Cantigas” (1902), “Aljubarrota ao luar” (1944) ou “Azinheira em flor” (1954).