Este poema, porventura não muito divulgado, pertence à fase simbolista e pós-simbolista de Fernando Pessoa ortónimo. Já aqui, porém, se vislumbram as linhas essenciais do pensamento pessoano («Mas já sonhada se desvirtua,/ Só de pensá-la cansou pensar»), sobretudo do heterónimo Alberto Caeiro, o de “O guardador de rebanhos”. Mas o segmento “É em nós que é tudo” pertence à inteira obra pessoana.