por Rui Oliveira
Demos relevo nesta Quarta-feira, 29 de Maio a iniciativas no campo teatral e comecemos pela
É um novo encontro da Companhia com a encenadora norueguesa Franzisca Aarflot, aqui assistida por Alexandra Viveiros com cenografia e figurinos de Rita Lopes Alves.
A interpretação cabe aos actores Andreia Bento e Pedro Carraca e ao músico Miguel Fevereiro.
Como diz o programa : « Sexo, amor e relações na sociedade contemporânea são temas centrais na peça que leva o público numa viagem pelas ruas e bares de Edimburgo, num fim-de-semana chuvoso de Verão. Quatro dias de amor, encontros e desencontros, que começam com Bob e Helen, bêbedos, em encontros de mau sexo. Eles nunca deveriam dormir juntos, mas é o que fazem. Um trabalho íntimo, no coração do amor. Ou não é da solidão?».
No outro extremo da cidade, no Teatro Meridional (Beco da Mitra, à Rua do Açúcar nº 64, no Poço do Bispo) estreia em Lisboa nesta Quarta-feira, 29 de Maio (vindo de Montemor-o-Novo), às 22h, “Constantin Gavrilovitch acaba de se matar”, uma criação de Carlos Marques a partir dum texto de Rui Pina Coelho.
Os intérpretes são o próprio Carlos Marques, Catarina Caetano, Inês Pereira, João de Brito e Paulo Quedas e a música original é ainda de Carlos Marques e João M. Bastos.
«“Constantin Gavrilovitch acaba de se matar” parte da última frase de “A Gaivota” de Anton Tchekov e constitui com “Baquet ou a Narrativa fidedigna do terrível incêndio” ocorrido no Teatro Baquet, um díptico sobre a falência do teatro » (diz Rui Pina Coelho, seu autor) «associávamos – não sem algum despudor – esse terrível incêndio ao incêndio sistémico que faz arder todas as condições de trabalho para os criadores teatrais em Portugal … mas era, também, simultaneamente, a chama que fazia com que o nosso teatro não se extinguisse.»
«No final há um piano que se avista no meio do Tejo: uma coisa que não parece ter explicação. Uma coisa enigmática, misteriosa – aparentemente nada perigosa. As autoridades não percebem o poder que pode ter um bando de gaivotas a entoar a Internacional. Não vão fazer nada porque já ninguém reconhece na arte a sua potência revolucionária. Vai, portanto, correr tudo bem».
Mostramo-vos o vídeo promocional elaborado para Montemor :
E, porque nos aproximamos do Dia da Criança, assinale-se o espectáculo “de teatro de objectos e bolas de sabão” integrado no “FIMFA Lx13” (Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas) que o Centro Cultural de Belém apresenta na sua Sala de Ensaio, às 11h ou às 15h30 (conforme os dias) de 29 de Maio a 2 de Junho.
Trata-se de “Clinc !”, uma produção da “Companyia Pep Bou (Espanha)”, com criação e direcção de Pep Bou e interpretação de Isaias Antolín, Eduardo Telletxea e Agustí Sanllehí.
A cenografia é de Castells Planas de Cardedeu e os figurinos de Rui Alves.
Diz o CCB que «Clinc! é um gesto, um movimento, uma atitude que nos dá consciência da beleza de tudo o que nos rodeia, que nos recorda que podemos sempre melhorar o nosso ambiente. Um convite a investigar e a experimentar a realidade quotidiana, a ultrapassar os limites da imaginação, na busca dos sonhos. Um espectáculo que estimula a imaginação e ajuda a lidar com os medos que vivem dentro de nós, numa linguagem singular para um público universal».
Este vídeo é elucidativo :
Paulo Gaio Lima, violoncelo, Ana Cláudia Serrão, violoncelo e Francisco Sassetti, piano irão tocar obras de Ludwig van Beethoven, Johann Sebastian Bach e David Popper.
Por último, no campo das conferências/debate, há na sala 5.2. da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa nesta Quarta-feira, 29 de Maio, das 9h30 às 16h30, o IV Seminário «Memórias, Discursos e Práticas Sociais» organizado pelo Centro de História da FLUL, através da sua linha de investigação Modelos Identitários. A entrada é livre.
Os temas abordados vão das “Redes de circulação numa periferia do mundo islâmico: o Gharb al-Andalus do século XI entre o Mediterrâneo e o Atlântico” (Ana Luísa Miranda) até “A patrimonialização da água centrada na dinâmica do universo touareg” (Isabel Almeida Ribeiro), passando por “A homossexualidade no Islão Medieval” (Miguel Boronha) ou “Os Lobo de Évora no final da Idade Média: potencialidades e limites do estudo de uma família” (André Coelho).
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)

