por Rui Oliveira
São, como já se vem tornando hábito, poucos os eventos das Segundas-feiras ; esta não destoa, não havendo destaques especiais.
Regista-se assim, às 18h desta Segunda-feira, 27 de Maio, um Recital de Canto e Piano de entrada livre na Sala dos Espelhos do Palácio Foz.
Serão intérpretes Márcio Ivens, voz e Raul Camacho, piano para a execução dum programa de obras ainda não divulgado.
Este cantor brasileiro, retirado das lides artísticas desde 1995, já dera nesta Sala um recital com o mesmo pianista, intitulado “Como Antigamente” onde relembrou alguns clássicos da MPB.
No Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, às 18h30, têm início as “Tertúlias Almadianas” por ocasião dos 120 anos do nascimento de Almada Negreiros, as quais prosseguirão até fim de Junho.

Em jeito de debate, abrem-se as tertúlias com o lançamento de uma nova edição do “Manifesto Anti-Dantas” (em livro e CD), o célebre manifesto publicado em 1915 que foi uma reacção pública e veemente de Almada contra a oposição crítica e conservadora ao movimento modernista português, personificada por Júlio Dantas.
São convidados para o debate Fernando Cabral Martins, Nuno Artur Silva, Pedro Santos Guerreiro e Sara Afonso Ferreira, cabendo a moderação a Anabela Mota Ribeiro.
Haverá ainda leituras por Manuel João Vieira.
Mostramo-vos, embora seja seguramente muito conhecido, um vídeo onde Almada lê o seu Manifesto e Mário Viegas depois desenvolve o tema :
No campo do cinema (e ainda da música), a Cinemateca Portuguesa debruça-se nesta Segunda-feira, 27 de Maio sobre a figura de Richard Wagner.
Às 19h, na Sala Dr. Félix Ribeiro, a conferência “Do Olhar Acústico e de Escuta Óptica – Richard Wagner e o Cinema”
constituirá um módulo para investigar os princípios da música cinematográfica nas óperas de Richard Wagner, como a técnica do cluster de som e do leitmotiv, importantes para o desenvolvimento da música nos filmes produzidos em Hollywood ou na UFA, mas também os filmes de propaganda na Alemanha de Hitler.
Esta palestra com música ao vivo (piano) será proferida por Siegfried Mauser (foto), professor e pianista alemão.
Às 21h30, na mesma Sala Dr. Félix Ribeiro, numa sessão sobre “Música de Wagner no Cinema” serão projectados dez exemplos daquela temática, comentados por Siegfried Mauser.
Os excertos a comentar pertencem aos seguintes filmes:
DEUTSCHE WOCHENSCHAU Nº 32/1938: HITLER IN BAYREUTH;
STUKAS;
THE GREAT DICTATOR / O DITADOR (Charles Chaplin, 1940);
EXCALIBUR (John Boorman, 1981);
DEUTSCHE WOCHENSCHAU Nº 24/1941;
APOCALYPSE NOW (Francis Ford Coppola, 1979);
NOSFERATU, PHANTOM DER NACHT / NOSFERATU, O FANTASMA DA NOITE (Werner Herzog, 1979);
OTTO E MEZZO /FELLINI OITO E MEIO (Federico Fellini, 1963);
LA NOTTE DI SAN LORENZO / A NOITE DE SÃO LOURENÇO (Paolo e Vittorio Taviani, 1982);
THE NEW WORLD / O NOVO MUNDO (Terrence Malick, 2005).
Lembremos o excerto sempre impressionante do filme de Coppola “Apocalypse Now” onde soa a “Cavalgada das Valquírias” :
A expressão “Cavalgada das Valquírias” é a designação popular dada ao início do 3º Acto da ópera “As Valquírias” (a segunda das quatro que integram “O Anel do Nibelungo”), cujo tema central foi escrito pelo compositor em 23 de Julho de 1851, cinco antes da conclusão da partitura. Ouçamo-lo agora num respeitado registo da Filarmónica de Viena dirigida pelo inesquecível maestro Wilhelm Furtwangler :
Ainda no cinema, continua o Ciclo “Comédias Francesas” no Institut Français de Portugal onde nesta Segunda-feira, 27 de Maio, às 19h, é exibido o filme “Memory Lane” (França, 2010, 98′), de Mikhaël Hers, com Lolita Chammah, Louis-Ronan Choisy, Marie Riviere, Didier Sandre, Bérangère Bonvoisin, Thibault Vinçon, Caroline Baehr, Thomas Blanchard, Stéphanie Daub-Laurent e Dounia Sichov nos principais papéis.
A súmula do que nele se passa será :
«Agosto, Hauts-de-Seine, nos arredores do Sudoeste de Paris. Sete amigos de 25 anos encontram-se, casualmente, a passar uns dias na cidade que os viu crescer. Cada um tem as suas razões para estar ali : uns ainda lá vivem, outros voltam por razões de família, outros procuram o rasto de uma adolescência tenaz,
outros pensam escapar à ociosidade ou encontrar o amor…
Durante uma semana seguimos-lhes os passos, a sós ou em grupo. Ao virar das ruas desertas desta cidade fantasma, enquanto os dias passam sob o azul profundo do sol de Agosto, cada um deles tem a intuição de que estes serão talvez os últimos momentos partilhados…»
O seu filme-anúncio é o seguinte :
Por último, inicia-se no Institut Français de Portugal, com entrada livre, nesta Segunda-feira, 27 de Maio, das 9h30 às 18h, a conferência internacional “ShoppingScapes’13” – “Paisagens do consumo : sobre a cidade, o consumo e os centros comerciais”.
A reunião prossegue na Terça 28 e Quarta 29 na sede do co-organizador Universidade Lusófona (com entrada paga). O programa completo pode ver-se aqui .
A designção “ShoppingScapes” procura concentrar num termo o encontro de ideias relacionadas com a presença e significado das megaestruturas comerciais que se têm disseminado ao longo do território, transformando e (re)construindo a sua paisagem, bem como condicionando o desenvolvimento das cidades em geral, quando instaladas no seu seio. Do mesmo modo, a designação aplica-se também a uma variante do já tradicional shopping center, que geralmente pontua o território periurbano, afigurando-se como autênticos polos comerciais, de carácter retalhista, que se manifestam como unidades satélite, e que se assumem pela sua estranha e contraditória condição de não-cidade, proporcionando, através da sua presença e da sua oferta, o esvaziamento da actividade que é própria do centro da cidade tradicional e a sua consequente deslocação para fora dela.
Por via dos impactos causados, a presença e o posicionamento destas megaestruturas vem assumindo uma importância cimeira nos processos de organização e gestão dos territórios, acrescida das interrogações agora impostas pelo actual cenário de crise económica e financeira e pela ausência generalizada de modelos de referência que melhor adequem estas transformações ao novo paradigma societal emergente.
A conferência internaconal irá debater temas centrados nas principais questões que formalizam os conceitos e as interpretações subjacentes à ideia de shoppingscape: o processo da sua evolução enquanto modelo e tipologia, a relação com os territórios e a gestão do seu planeamento, as dinâmicas sócio culturais que vêm promovendo e as considerações sobre o seu possível futuro.
Como NOTÍCIA EM ATRASO assinalamos que HOJE, Sábado há no bar Onda Jazz, às 22h30,
o espectáculo “Meu Fado, teu Tango”, um trabalho, baseado no eixo transatlântico entre a cultura portuguesa e argentina, que une dois géneros musicais património imaterial da Humanidade: o Tango e o Fado.
«Musicalmente muito próximos, esta fusão permite reviver o tango desde Carlos Gardel a Astor Piazzolla, passando pela diva do fado Amália Rodrigues. Durante esta autêntica viagem musical há ainda espaço para o cruzamento entre os dois géneros e os dois músicos, ou seja, tocar um fado em género tango e vice versa com uma naturalidade que traduz bem a irmandade cultural existente» − é o que afirmam João Gentil e Emiliano Faryna, dois músicos conhecidos que estrearam este novo trabalho no 1º Festival Porteño de Buenos Aires, na Argentina em 2012.
Um seu registo do Festival Porteño é este :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui)


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