por Rui Oliveira
Nesta Quarta-feira, 5 de Junho o destaque poderá ir para a abertura musical do “Festival Flamenco
Será no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, quando Carmen Linares, com “o seu canto poderoso e autêntico enriquecido pelos seus conhecimentos da arte flamenca”, apresentar o seu espectáculo “Remembranzas”.
Com ela (e a sua voz de cante)
O programa será um recital de cante de 90 min (Soleá, Fandangos, Bulerías, Tangos, Taranta, Toná, Alegrías) com letras populares e letras de poetas (Federico García Lorca, Miguel Hernandez, Juan Ramón Jiménez).
Eis como Carmen Linares interpreta em flamenco alguns poemas de Federico Garcia Lorca :
Um registo mais extenso de “Casida del sediento”, parte dum espectáculo “Remembranzas” incluido num álbum com o mesmo nome editado em 2012, pode ser ouvido aqui .
Professor de «bateria e formação musical» na Escola de Jazz do Barreiro (da qual é um dos fundadores) e leccionando desde 2002 «bateria, solfejo e treino auditivo» na Escola de Jazz Luís Villas-Boas do Hot Clube de Portugal, gravou com o cantautor Paulo Ribeiro um CD a sair brevemente e onde participam, entre outros, a cantora Viviane e Zeca Medeiros.
Recentemente criou a sua banda em nome próprio que interpreta as suas composições e com a qual gravou o CD Deambulações onde participam os músicos Júlio Resende, Mário Delgado, João Custódio, Carlos Barretto e Hugo Alves. Neste trabalho (como ouviremos), Jorge Moniz cruza as suas várias influências que passam pelo rock, jazz, música erudita e a música tradicional portuguesa e sonoridades mediterrânicas.
Ei-lo na interpretação do tema “Arábico” daquele álbum a quando da “8.ª Festa do Jazz” no São Luiz em 2010 :
No teatro, as “Festas de Lisboa 13” organizadas este mês pela EGEAC arrancam com a representação,
A interpretação está a cargo de Adriano Luz, David Almeida, Gabriel Gomes, Graciano Dias, Hugo Amaro, Jaime Freitas, Laura Soveral, Margarida Vila-Nova, Mário Sousa, Mitó Mendes, Rafael Fonseca, Rita Loureiro e Solange Santos, sendo a cenografia de João Mendes Ribeiro, os figurinos de Luís Mesquita e a música de Gabriel Gomes.
A tradução de Lorca coube a José Manuel Mendes, Luis Lima Barreto e Luis Miguel Cintra com a colaboração de Maria Fernanda Abreu.
Jogo surrealista entre o teatro e a sexualidade, lugar de defesa de uma liberdade erótica que contribuiu para tornar a peça desconhecida ao longo de quase 50 anos, “O Público” encontra neste espectáculo «Romeu e Julieta», de Shakespeare, peça dentro da peça, e «Poeta em Nova Iorque», longo diário poético em que Lorca reage com uma sensibilidade rara à descoberta de um mundo novo, além-Atlântico» − assim reza o programa do São Luiz.
Por fim, no campo das conferências/debate, há algumas interessantes nesta Quarta-feira, 5 de Junho.
Comecemos pela Fundação Calouste Gulbenkian onde, às 18h30, no seu Auditório 2 e com entrada livre, o antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, fará uma
Delors vem à Fundação Gulbenkian na qualidade de presidente fundador do think tank europeu “Notre Europe”, dirigido actualmente por António Vitorino.
No final da exposição deste tema, necessáriamente polémico dada a fragilidade da situação económica europeia e a debilidade das soluções para ela propostas, haverá debate que também pode ser seguido do exterior dado haver transmissão online em : http://www.livestream.com/fcglive
Passando para o Maria Matos Teatro Municipal, aí se poderá ouvir na sua Sala Principal, às 18h30, Paulo Magalhães, o próximo convidado do “Ciclo de Conferências sobre a Transição” que vem falar do “Condomínio da Terra”, um projecto que lança «o desafio de nos organizarmos como vizinhos globais» (título que deu à sua palestra).
A entrada é livre (sujeita à lotação da sala) mediante levantamento prévio de bilhete.
Esta foi uma sua conferência em “Guimarães – Capital Europeia da Cultura” :
Duas outras, de interesse provavelmente mais limitado, são :
A que decorre nesta Quarta-feira, 5 de Junho no Institut Français de Portugal, às 18h, que
«“Nós não estamos a fazer discursos, estamos a conversar”; esta declaração, que Denis Diderot (Langres, 1713 – Paris, 1784) pôs na boca de uma das suas personagens e condensa o modo como concebeu o seu percurso existencial » – diz a moderadora − será o mote a seguir nesta sessão, dedicada à narrativa e à estética, onde continuaremos a falar não só da escrita dos seus romances − e de como alguns deles (Jacques le fataliste et son maître, por exemplo) seduziram o teatro e o cinema −, mas também das suas ideias sobre pintura e música.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


