por Rui Oliveira
Porque os eventos culturais do dia quase só se resumem as Festas de Lsboa 2013 que já temos noticiado, iniciemos este Pentacórdio lembrando COM ATRASO que encerram este fim-de-semana duas ou três exposições que a crítica da especialidade tem apreciado valorativamente.
Uma, exposta na Galeria Appleton Square (Rua Acácio de Paiva, nº 27 r/c, a Alvalade), intitula-se “Les Apaches” e é da responsabilidade do artista Vasco Barata (foto), encerrando neste Sábado 15 de Junho.
Nela o artista apresenta um conjunto de obras de natureza heteróclita produzidas entre 2012 e 2013, tendo como ponto de partida o resultado de uma residência artística realizada em Guimarães (no âmbito da Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012), além do filme “Os Nossos Ossos: Ariadne” que é agora apresentado, pela primeira vez, em Lisboa. «Da abordagem poética a questões sociais precisas e da sua articulação com referentes culturais fortemente identificáveis, num certo tom de testemunho geracional – presentes no filme – surgem agora novas peças (fotografias, esculturas, desenhos, instalações, performance) que reforçam o carácter motivacional do todo.
Outra, também a encerrar no Sábado 15 de Junho, é a de Eduardo Batarda (foto) na Galeria 111 (Campo Grande) que intitulou “Thumbnails e Modelos – pequenos formatos 2012-2013”.
Finalmente uma terceira, já encerrar neste Domingo, 16 de Junho, é a vídeo-instalação concebida pelo cineasta Harun Farocki e pela curadora Antje Ehmann (foto junto)
Explicando a sua génese : «Nos seminários que o realizador Harun Farocki dirigiu em várias cidades do mundo, os participantes foram desafiados a desenvolver projectos sobre o tema do trabalho em formato vídeo, que constassem de um único plano com duração limitada. A exposição resultante segundo a concepção de Antje Ehmann e Harun Farocki consiste numa instalação composta por uma selecção desses filmes, incluindo os do grupo de Lisboa, e pictogramas da autoria de Alice Creischer e de Andreas Siekmann.
Com a duração máxima de dois minutos (o filme referência dos Lumière dura cerca de um minuto), os vídeos retratam o trabalho em seis cidades da Europa, Ásia e América (Bangalore, Rio de Janeiro, Tel Aviv, Genebra, Lisboa e Berlim).
O resultado (segundo críticos como J.M. in Ípsilon) é “uma das melhores exposições deste ano”.
Voltando a temas musicais, assinale-se que o espectáculo que anunciámos realizar-se no Anfiteatro ao Ar Livre da Fundação Gulbenkian na Sexta e Sábado é agora estendido ao público lisboeta por uma colaboração da FCG com a Santa Casa da Misericórdia pelo que neste
Os temas do conhecido compositor norte-americano como “Summertime”, “It’s’wonderful”, “Someone loves me” ou “I got rhythm” serão entoados, neste concerto de entrada livre, pelo Coro Gulbenkian dirigido pelo maestro Jorge Matta, e tal marcará o início da parceria entre a Santa Casa e a Fundação Gulbenkian para a promoção da cultura musical enquadrando-se no lema “Abrimos Portas à Cultura”.
Ainda na música, no Museu Nacional de Arte Antiga, às 11h deste Domingo, 16 de Junho, desta vez quem actua no “3º Festival de Bandas” é a Banda do Exército.
O concerto é de entrada livre.
Já ligado as Festas de Lisboa’13”, no “Domingo, Dez da Noite, Uma Guitarra”, o guitarrista Custódio Castelo vai estar às 22h no Largo do Chafariz de Dentro para tocar temas do seu segundo álbum, “InVentus”, de 2012.
Considerada o maior sucesso teatral em Londres (estará aí em cena há mais de 60 anos!), pode introduzir-se desta forma : «Inverno de 1952. Numa casa isolada no campo, oito pessoas estão isoladas do mundo devido a um intenso nevão. Uma delas é um assassino …»
As sessões às Quintas, Sextas e Sábados são às 21h até Sábado 22 de Junho, sendo a deste Domingo, 16 de Junho às 18h. Pode ver-se aqui uma introdução à peça (e à sua história) pelo Official London Theatre Bulletin :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui)


