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A SÍRIA SERÁ ABANDONADA POR TODOS – por Octopus

Algumas fontes ligadas ao departamento de defesa americano referem a próxima quinta feira, dia 05 de setembro, como o dia do início dos ataques dos Estados Unidos à Síria. Estes terão como alvos bases militares, bases de defesa anti-aérea, aeroportos e bases de comando. Antes das conclusões oficiais dos inspectores da ONU no terreno, o secretário de Estado da Defesa americano já afirmou que os Estados Unidos já concluíram que o regime sírio está na origem da utilização de armas químicas. Os Estados Unidos reforçaram a sua presença no mediterrâneo com um quarto navio de guerra armado de mísseis. Actualmente as forças em presença são as seguintes:

Os responsáveis sírios já avisaram que em caso de ataque, será criada uma coligação entre o Irão, o Iraque, o Líbano e a Síria com vista a atacar Israel. Mas será mesmo assim? Em caso de ataque americano à Síria algum país estará disposto a ajudá-la? Aparentemente não.

Rússia:

No dia 26 deste mês, o   ministro dos negócios estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse numa   conferência de imprensa: “A Rússia não fará a guerra a ninguém, mesmo   que haja uma ingerência externa de forças no conflito”. “Podem   deduzir isso mesmo, pela nossa posição nos últimos anos quando o direito   internacional não estava a ser cumprido na Jugoslávia, no Iraque e na Líbia.   Não temos qualquer intenção de entrar em guerra com quem quer que seja”.

A Rússia apenas vetará   uma guerra contra a Síria em caso de votação no Conselho de Segurança.

China:

A China sempre teve   uma polícia externa de não ingerência. Apesar da China não ter qualquer   interesse directo na zona (está mais voltada em termos energético para a   África), quer manter boas relações com a Rússia, porque um dia poderá   necessitar do seu vote no Conselho de Segurança. Em caso de conflito não irá   intervir, apenas está disposta a vetar qualquer intervenção militar no seio   da ONU.

Irão:

Principal aliado da   Síria, apesar das ameaças verbais contra os Estados Unidos em caso de ataque   à Síria, se estas forem limitados, não deverá intervir. Apenas em caso de   alargamento do conflito é que o Irão poderá intervir, inicialmente através   das milícias do Hezbollah no Líbano (apoiado pelo Irão) lançando ataque   pontuais contra Israel.

Jordânia:

Tem conseguido gerir   com grande diplomacia a sua situação interna e tem tentado manter uma certa   distância em relação à guerra civil síria. Considerada uma aliada dos Estados   Unidos, vive com a ameaça da subida ao poder de extremistas islâmicos, mas   não quer servir de base de intervenção americana.

Líbano:

O Líbano vive uma   grande instabilidade, com metade da sua população anti-Assad e a outra metade   a favor do regime sírio apoiado pelo o Hezbollah. A sua intervenção, em caso   de ataque à Síria, será limitada ao envio de combatentes pro-regime sírio, o   que já faz actualmente, e eventuais bombardeamentos contra as posições dos   rebeldes sírios. Só em caso de alargamento do conflito é que poderá lançar   ataques limitados contra Israel.

Iraque:

Vive uma tensão   interna muito grande entre sunitas e xiitas. Em caso de conflito, não deverá   intervir, apesar de aliado da Síria, apenas poderá enviar pontualmente combatentes,   o que já faz actualmente.

Palestina:

Não tem uma posição   unânime sobre a guerra civil na Síria, tendo-se sempre demarcado de qualquer   declaração publica. De qualquer maneira não dispõe de meios para intervir.

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