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POIS É… JÁ NÃO HÁ PRESIDENTES ASSIM. NEM LÁ E MUITO MENOS CÁ

A inclusão deste texto em A Viagem dos Argonautas não significa de modo nenhum concordância com as políticas desenvolvidas por Harry Truman (1884- 1972), 33º presidente dos EUA (1945 – 1953), que incluíram o lançamento de bombas atómicas sobre o Japão no fim da II Guerra Mundial, o apoio ao sionismo e a participação na Guerra na Coreia. Contudo, é verdade que o exemplo descrito no texto abaixo publicado é digno de ser realçado nos tempos que correm.

Texto enviado pelo argonauta Júlio Marques Mota. Obrigado a Rogério Rei, da AULP – Associação das Universidade de Língua Portuguesa.

 

Pois é… já não há presidentes assim. Nem lá e muito menos cá!

 

 

HARRY TRUMAN foi um tipo diferente de presidente. Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram os 42 presidentes que o precederam.
Uma medida da sua grandeza talvez permaneça para sempre: trata-se do que fez DEPOIS de deixar a Casa Branca.

A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa, onde morava, que se encontrava na localidade de Independence, Missouri. A sua esposa havia-a herdado de seus pais e, fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.
Quando se retirou da vida oficial, em 1952, todos os seus ingressos consistiam numa pensão do Exército de $ 13.507 anuais. Quando o Congresso soube que ele custeava os seus próprios selos de correio, outorgou-lhe um complemento e, mais tarde, uma pensão retroactiva de $ 25.000 anuais.
Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram ao seu lar no Missouri, dirigindo o seu próprio carro… e sem nenhuma companhia dos Serviços Secretos.

Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, rejeitava-os dizendo: “Vocês não me querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence.
Pertence ao povo norte-americano e não está a venda…”.

Ainda depois, quando em 6 de Maio de 1971 o Congresso se estava preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra pela passagem do seu 87° aniversário, recusou-se a aceitá-la, escrevendo-lhes:
“Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.
Como Presidente pagou todos os seus gastos de viagem e de alimentação com o seu próprio dinheiro.

Este homem singular escreveu: “As minhas vocações na vida sempre foram ser pianista numa casa de putas ou ser político. E, para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”.

 

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