por Rui Oliveira
A Terça-feira, 8 de Outubro não diverge infelizmente muito da véspera na importância dos eventos, antecipando felizmente um resto de semana mais “cheio”.
Contudo, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz há ainda, às 17h30, com entrada livre, um Recital de Trompete e Piano onde actuarão os músicos brasileiros António Cardoso, trompete e Andréa Luísa Teixeira, piano.
Não é ainda conhecido o programa mas encontrámos uma curiosa colaboração entre ambos na cidade de Goiás em Abril de 2013, tocando com outro trompetista (Charles Schlüter) o tema “My Spirit Be Joyful” de J.S. Bach, no vídeo abaixo :
No mesmo Palácio Foz, agora às 19h, sempre com entrada livre, haverá um Recital de Canções Sefarditas onde serão intervenientes Teresa Aurora Gonçalves, canto e José Manuel Tavares, alaúde e adufe.
O programa debruçar-se-á sobre as Canções Sefarditas, uma cultura do exílio (como é descrita pois terá sido mantida ao longo de meio século pelos judeus expulsos, sobretudo pelas mulheres, da Península Ibérica no final da Idade Média), escolhendo as seguintes :
1. A la una / 2. Ven querida / 3. Morena me llaman / 4. La rosa enflorece / 5. Si verias / 6. El hijo del Rey Onete Bonete / 7. Paxaro dhermozura / 8. Durme, durme / 9. Adio querida / 10. Una hora en la ventana / 11. Ya viene el cativo / 12. Irme quiero / 13. Avrix mi galanica / 14. Triste esta el Rey David / 15. Mansevo, mansevo / 16. Yo me enamori de un ayre
Dum recital semelhante na Casa Fernando Pessoa em Julho último com o título Canções da Aurora ao Crepúsculo retirámos este registo da canção “Irme quiero” do YouTube (há mais !) por estes mesmos intérpretes :
Actividades de algum interesse são as que se passam quer no Institut Français, quer no Instituto Cervantes, quer ainda no Museu de Arqueologia.
No Institut Français de Portugal (Avenida Luís Bívar, nº 91), das 19h às 20h30, há para os seus fiéis mais uma
O tema escolhido foi “Porquoi nous marions-nous ?” (Porque nos casamos?) e a entrada é livre.
Outro debate, agora històrico-político, irá decorrer no Museu Nacional de Arqueologia (sito no Mosteiro dos Jerónimos), às 18h desta Terça-feira, 8 de Outubro.
Simultaneamente estará patente uma exposição fotográfica de Marina Gorlier sobre essa área.
Como introdução, escreveu Luís Raposo, largo tempo director do MNA : «Posto que cultivamos a história, e por isso amamos a vida, nada nos educa mais do que viajar (atribuído a Henri Pirenne e Leite de Vasconcelos) … Disto nos dão conta as imagens colhidas na retina fotográfica de Marina Gorlier e os textos guardados na memória de Álvaro Figueiredo … Dizem-nos da Síria, que demandámos já mais de uma vez. Recordam-nos, num todo sincrético, a imponente cidadela fortificada e o buliçoso bazar de Aleppo, ambos agora tristes e esventrados na sua essência ; falam-nos do oásis de Palmira, com o seu Vale do Silêncio onde hoje se chora, em ruidoso pranto …
… A Síria pacífica e convivial do passado, onde em Maaloula e tantas outras aldeias um só olhar podia alcançar crescentes e cruzes, ou até mesmo estrelas sinagogais, deu lugar a uma espécie de inferno, que nos envergonha e causa profunda revolta …»
Sinopse :
Uma cidade, três dias, três classes sociais, três peças de amor, seres humanos que convivem sem se tocar, unidos por fantasias e esperanças. A luta pela sobrevivência e pelo poder é individual e secreta. Sem vencedores nem vencidos. A ordem aparente sustenta-se e o fim de semana começa …
É este o seu trailer :


