É um lugar-comum estafado e muito repetido dizer que somos fruto do passado e que com ele temos de aprender. Contudo, é talvez mais necessário do que nunca. Na verdade, não é um grande exagero afirmar que não estaríamos na triste situação em que nos encontramos se tivéssemos prestado mais atenção aos antecedentes históricos, recentes e não só, e interpretado melhor muitos dos episódios que nos afectaram. A história está cheia de lições, e o nosso dia a dia também. Para a semana, no dia 9 de Abril, passa mais um aniversário sobre a batalha de La Lys, que deixou marcas em tantos portugueses, até pelo sentimento de impotência que deixou em todos os que procuraram conseguir uma compreensão clara dos acontecimentos, e que sentiram o desprezo a que eram votados pelos seus próprios aliados
Ontem à noite, numa sessão pública, falaram vários ex-presos políticos referindo as situações em que estiveram envolvidos e os tratamentos a que foram sujeitos. Um deles, para além da exploração a que os trabalhadores eram sujeitos, dando-lhes razões justíssimas para protestaram, e das horríveis torturas que sofreu às mãos da PIDE, que lhe deixaram marcas para o resto da vida, referiu a importância de analisar a conjuntura internacional, ao tempo da ditadura. Recordou que as potências que se auto-intitulam de democráticas, não se coibiram de fazer uma aliança com Salazar, e assim Portugal foi um dos membros fundadores da NATO, faz agora 65 anos. 25 anos depois ocorreu o 25 de Abril de 1974, e é sabido que os “aliados” da NATO foram colhidos de surpresa pelo acontecimento, pouco tendo feito ao longo dessa quarto de século para apoiar o aparecimento da democracia em Portugal. E são esses mesmos países que hoje em dia mantêm os portugueses reféns de uma dívida pública, criada e agravada pelo sistema financeiro internacional, pelo FMI e pela União Europeia, em condições que condicionam as liberdades e a democracia no nosso país.
Paul Craig Roberts, um norte-americano que cada vez mais se afirma como um espírito independente e altamente certeiro nas suas críticas, em Dressing Up Aggression as Idealism Obama’s Sleepwalk Toward War, saído no Counterpunch no passado dia 31, e traduzido pela equipa de Vila Vudu, para RedeCastorPhoto, dá-nos uma versão, que tudo indica como bastante bem fundamentada de como foi desencadeada a Primeira Guerra Mundial, e faz uma analogia com o presente, para nos fazer ver os perigos que corremos. Propomos a leitura em:


