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EDITORIAL –  A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÂO SOCIAL

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Há pouco, numa estação de televisão, num programa com a participação do público, a actuação do comentador mereceu um reparo da parte de um dos elementos que telefonaram para a estação, que lhe perguntou se estava ali como comentador ou como candidato. Deve-se dizer que a intervenção pareceu ter razão de ser. A actuação do pivot do programa estava a ser correcta, a do comentador no mínimo pareceu um pouco infeliz.

Independentemente de ter razão ou não, o elemento do público fez bem em intervir. Teve uma dúvida e telefonou. O programa também actuou bem. O comentador também se explicou em termos delicados. Pode ter convencido alguém ou não. Uma ideia fica: é importante o cidadão comum participar, não por imperativo, mas por vontade própria. E quando o faz para esclarecer comportamentos pouco adequados, está a intervir no uso dos seus direitos. É preciso que este hábito se generalize, e não só nos programas de televisão.

O papel da comunicação social é fundamental. Na transmissão de informações e não só. A actuação dos órgãos que a integram é decisiva para incentivar a participação. No caso acima foi a adequada. Outras vezes não terá sido. Entretanto, propomos a leitura da notícia abaixo:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-crise-europeia-matou-de-vez-o-federalismo-1636789

A ideia de uma Europa federal, à semelhança do que existe nos Estados Unidos ou no Brasil, é um enorme disparate. A visão de uma união, com a capital em Bruxelas ou Berlim, dando directivas para a Grécia, Letónia, Portugal, Escócia, etc. aterroriza qualquer pessoa sensata. Só um europeísta muito fanático consegue acreditar que semelhante construção poderia funcionar minimamente. Se na fase actual já é perfeitamente evidente a falta de solidariedade entre os vários países, como se pode imaginar que numa Europa federal não aconteceria pura e simplesmente o esmagamento dos países mais pequenos, ainda mais do que já acontece actualmente? Por estas razões, e outras, notícias como acima são interessantes, para podermos acompanhar a evolução dos acontecimentos, e tentar prevenir mais desastres, tão maus ou ainda piores do que os que nos têm caído em cima.

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