Hoje, 11 de Setembro de 2014, evocamos neste nosso espaço diário o golpe militar de 1973, no Chile, a Batalha de Montjuic e a consequente tomada de Barcelona pelas tropas de Filipe V de Bourbon facto que, em 11 de Setembro de 1714, determinou a supressão da Catalunha como nação soberana; também neste dia, mas em 1297, os escoceses, numa das guerras pela independência da Escócia, comandados por William Wallace, derrotaram os ingleses na Batalha de Stirling Bridge. Não esquecemos o trágico atentado de Nova Iorque, em 11 de Setembro de 2001.
Alguém disse que as nacionalidades suprimidas são como os cursos de água que a voragem da construção civil ocupa – logo que há uma cheia, recuperam o seu leito usurpado por mastodontes de betão. De formas diferentes, Escócia e Catalunha, apesar das camadas sedimentares que os séculos depositaram sobre a memória dos seus povos, nunca esqueceram a sua identidade, a sua cultura e os seus costumes. Povos com idiossincrasias diferentes da portuguesa, aceitaram soberanos estrangeiros que, em todo o caso, respeitavam, pelo menos formalmente, as suas independências. Aliás, os independentistas escoceses, caso a separação se confirme, manterão a soberana inglesa como chefe de Estado.
Em Portugal, um rei castelhano, mas filho de uma infanta portuguesa, que jurou nas Cortes respeitar foros e privilégios, nunca foi considerado senão como um usurpador estrangeiro. E, eventualmente, menos polidos do que catalães e escoceses, os portugueses tinham razão – com soberano estrangeiro, não há independência.O nosso blogue tem, entre as causas que defende, um empenho particular na defesa das nações oprimidas. Ao longo da edição de hoje, falaremos sobre estes temas históricos que tão profundas raízes criaram, chegando aos nossos dias por resolver e agitando a a opinião pública.