
Nota prévia:
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Pantomina
Música: Carlos Paredes
Intérprete: Carlos Paredes* (in LP “Guitarra Portuguesa”, Columbia/VC, 1967, 1983, reed. EMI-VC, 1987, 1998, Valentim de Carvalho/Som Livre, 2007; Livro/4CD “O Mundo Segundo Carlos Paredes: Integral 1958-1993”: CD1 – “Despertar”, EMI-VC, 2003)
(instrumental)
* Carlos Paredes – guitarra portuguesa
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Outubro de 1966
Engenheiro de som – Hugo Ribeiro
Remasterização – Paulo Jorge Ferreira
Era Ainda Pequenina
Letra e música: Tradicional (Beira Baixa)
Arranjo: Carlos Paredes
Intérpretes: Cecília de Melo & Carlos Paredes* (in LP “Meu País”, Decca/VC, 1970; Livro/4CD “O Mundo Segundo Carlos Paredes: Integral 1958-1993”: CD2 – “Na Corrente”, EMI-VC, 2003)
[instrumental]
Era ainda pequenina
Acabada de nascer
Inda mal abria os olhos
Já era para te ver
Acabada de nascer
Quando eu já for velhinha
Acabada de morrer
Olha bem para os meus olhos
Sem vida inda te hão-de ver
Acabada de morrer
* Cecília de Melo – voz
Carlos Paredes – guitarra portuguesa barítono-baixo
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Outubro de 1970
Engenheiro de som – Hugo Ribeiro
Louvor à Vida
Poemas: Carlos de Oliveira (in “Poesias”, Lisboa: Portugália Editora, 1962)
Música: Carlos Paredes
Intérpretes: Cecília de Melo & Carlos Paredes* (in LP “Meu País”, Decca/VC, 1970; Livro/4CD “O Mundo Segundo Carlos Paredes: Integral 1958-1993”: CD2 – “Na Corrente”, EMI-VC, 2003)
[instrumental]
Ó vida, mãe da harmonia,
em ti cabe toda a beleza,
flor aberta da tristeza,
luz desperta da alegria!
Imitando a tua morte,
donde tudo vai nascendo,
é que as estrelas morrendo
abrem as portas do dia!
Não há machado que corte
a raiz ao pensamento:
Não há morte para o vento,
não há morte.
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida,
sem razão seria a vida,
sem razão.
Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,
porque é livre como o vento,
porque é livre.
* Cecília de Melo – voz
Carlos Paredes – guitarra portuguesa barítono-baixo
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Outubro de 1970
Engenheiro de som – Hugo Ribeiro
Sobre um Mote de Camões
Poema: Manuel Alegre (excerto) [texto integral >> abaixo]
Música: Carlos Paredes
Intérpretes: Cecília de Melo & Carlos Paredes* (in LP “Meu País”, Decca/VC, 1970; Livro/4CD “O Mundo Segundo Carlos Paredes: Integral 1958-1993”: CD2 – “Na Corrente”, EMI-VC, 2003)
Deixo a dor de te deixar
na terra onde amor não vive.
Na que levar levarei
amor onde só dor tive.
Nem amor pode ser livre
se não há na terra amor.
Deixo a dor de não levar
a dor de onde amor não vive.
E levo a terra que deixo
onde deixo a dor que tive.
Na que levar levarei
este amor que é livre livre.
* Cecília de Melo – voz
Carlos Paredes – guitarra portuguesa barítono-baixo
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Outubro de 1970
Engenheiro de som – Hugo Ribeiro
SOBRE UM MOTE DE CAMÕES
(Manuel Alegre, in “Praça da Canção”, Coimbra: Cancioneiro Vértice, 1965 – pág. 72; “30 Anos de Poesia”, prefácio de Eduardo Lourenço, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1995 – pág. 79)
Se me desta terra for
eu vos levarei amor.
Nem amor deixo na terra
que deixando levarei.
Deixo a dor de te deixar
na terra onde amor não vive.
Na que levar levarei
amor onde só dor tive.
Nem amor pode ser livre
se não há na terra amor.
Deixo a dor de não levar
a dor de onde amor não vive.
E levo a terra que deixo
onde deixo a dor que tive.
Na que levar levarei
este amor que é livre livre.

