DIAS DA MEMÓRIA, NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, 17 E 18 DE OUTUBRO COM A COLABORAÇÃO DO INST. HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA FAC. CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS por Clara Castilho
clara castilho
A Assembleia da República vai ser o palco, entre 17 e 19 de Outubro, de uma iniciativa que visa identificar e registar memórias, conhecer documentos, imagens, objectos ou testemunhos da presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial.
A Exposição Portugal e a Grande Guerra estará patente em Outubro e Novembro na Assembleia da República, no Átrio Principal do Palácio de São Bento em Lisboa, e contará com o apoio de uma vasta equipa IHC.
Todos podem participar, levando recordações e memórias da Primeira Guerra Mundial, o postal ou a carta de um familiar, cartas, fotografias, diários, poemas, objectos, registos sonoros, o diário de um soldado ou os objectos que usou… È sugerido que sejam contadas as histórias e partilhadas as memórias de quem partiu para a Guerra mas também de quem ficou e sofreu os impactos do maior conflito conhecido até então.
Pretende-se preservar esse material e partilhá-lo na internet para que toda a gente possa conhecer melhor o que a Grande Guerra significou para as famílias portuguesas.
A iniciativa é assim apresentada:
“A I Guerra Mundial representou um momento determinante, constituindo uma ruptura profunda no percurso da história contemporânea europeia e mundial, cujos efeitos fracturantes e duradouros envolveram, marcaram e determinaram muito significativamente a História de Portugal. Na véspera da passagem do seu primeiro centenário, em 2014, é oportuno identificar esses impactos, consequências, heranças e legados, não só em Portugal mas um pouco por todo o Mundo. Entre tantos outros aspectos importa recordar que entre 1914 e 1918 partiram para a Guerra mais de 100 000 soldados portugueses. Combateram em África, lutaram na Flandres, registando-se quase 40 000 baixas. Morreram quase 8 mil homens, outros tantos ficaram feridos; 6 mil ficaram desaparecidos e mais de 7 mil foram feitos prisioneiros…
O portal Portugal 1914 promovido pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL em parceria e com a colaboração de diversas instituições inscreve-se num programa plural e diversificado dedicado à evocação da passagem do centenário da Guerra. Pretende-se criar um espaço de reflexão e partilha destinado a estimular o estudo e à divulgação do conhecimento da história e dos legados da I Guerra Mundial, beneficiando da colaboração de uma grande diversidade de instituições (arquivos, bibliotecas, universidades, museus, escolas, câmaras municipais…), e pessoas da mais variada formação e actividade profissional, envolvendo o público em geral. Este programa visa, justamente, a promoção de uma cidadania activa e empenhada na promoção da defesa, preservação e salvaguarda de um património colectivo.
O projecto Portugal 1914 visa sensibilizar a população em geral para a importância da memória e da sua preservação. É de resto, através do diálogo com o passado, da promoção do debate e da divulgação científica, e tendo presentes as novas práticas e necessidades sócio-culturais, que se busca o novo, numa continuidade histórica activa e dialogante entre passado, presente e futuro, de forma consciente e empenhada.
O estudo da história e do impacto da Grande Guerra em Portugal, envolvendo um projecto colectivo e aberto à participação da população em geral, constituirá com certeza uma contribuição inestimável para a integridade da memória da participação portuguesa no conflito de 1914-1918, parte integrante e indissociável da identidade colectiva nacional.
A exposição Portugal e a Grande Guerra contará com visitas guiadas. As mesmas ocorrem nos seguintes dias e horários:
8 de Outubro a 29 de Novembro 2014 – Dias úteis das 10h00 às 17h00
18 e 19 de Outubro (Dias da Memória) – das 10h00 às 18h00
25 de Outubro (sábado – marcação prévia) – das 15h00 às 17h00
29 de Novembro (sábado – marcação prévia) – das 15h00 às 17h00
Esta exposição, assim como os Dias da Memória, prometem animar a Assembleia da República e mobilizar centenas de visitantes, incluindo familiares de combatentes da Primeira Guerra Mundial, que procuram, neste contexto evocativo, relembrar e honrar os seus entes queridos, combatentes numa guerra em que a participação portuguesa é ainda consideravelmente desconhecida.