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DE BRUXELAS, ONDE REINAM A IGNORÂNCIA E A MALDADE, À REALIDADE DOS PAÍSES EM IMPLOSÃO – 8. O EMPREGO E O INVESTIMENTO EM OUTUBRO, UMA RETOMA INTERMINÁVEL – I – pelo OBSERVATÓRIO TRENDEO

Falareconomia1

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

 8. O emprego e o investimento em Outubro, uma retoma interminável 

Observatório Trendeo, L’emploi et l’investissement en octobre, une interminable reprise

Blog | Trendeo,  20 de Outubro de 2014//

O emprego não inicia a sua melhoria de maneira suficiente e a ligeira melhoria observada é bem frágil. Desde o final de 2012, não se terminou nenhum trimestre, no nosso nosso Observatório, com um balanço positivo das criações de emprego relativamente às supressões de empregos. O ano de 2014 corre pois o risco de poder ser tão grave quanto a emprego como o ano de 2013, insuficiente pois para reduzir o desemprego.

Esta nota apresenta cinco pontos fortes no início do último trimestre 2014:

  1. O emprego global continua a estar deprimido. No final do ano, as supressões de acrescidas de empregos do sector público anulam a muito tímida viragem do sector privado;

  2. A indústria transformadora continua a ter uma melhoria muito lenta. A taxa de substituição de fábricas que fecharam por novas unidades fabris está a melhorar;

  1. Pelo segundo trimestre consecutivo, o comércio perde empregos, líquidos. É o fruto de uma tendência forte particularmente prejudicial e tanto mais quanto o setor era até aqui o nosso primeiro sector em termos de criação de emprego;

  2. AS ETI (empresas de tamanho intermediário ) continuam a criar postos de trabalho, enquanto que os grandes grupos os têm estado a suprimir.

  3. Pelo primeiro ano, Trendeo segue a captação de recursos e identifica as startups de forma específica. A distribuição das startups por sector mostra a posição fundamental do software. Geograficamente, é na região de Ile-de-France que essas empresas emergem. Em 2014, as startups representam 5,5% de criação de empregos privados.

Todos estes pontos mostram que, mesmo se a economia francesa está numa fase de depressão, há numerosos desenvolvimentos geográficos e sectoriais que se desenvolvem. Em geral, a retoma é ainda muito pequena para suportar uma nova deterioração da situação internacional e para  poder   levar a uma diminuição  na taxa de desemprego.

Uma economia sempre  depressiva

Desde o final de 2010, a economia francesa é ritmada por duas tendências: uma baixa regular na criação de empregos  e ao mesmo tempo uma diminuição das supressões de empregos. A taxa média trimestral de criação de emprego em 2014 caiu cerca de 50% em comparação com a taxa de 2010.

O resultado final destas duas tendências é uma economia lenta desde há dois anos, onde os novos empregos não são suficientes para compensar as perdas.

No final do ano, 2014 não será melhor do que 2013: a ligeira melhoria no sector privado será provavelmente neutralizada pelas supressões acrescidas de empregos no sector  público.

Houve  um muito  ligeiro aumento na indústria transformadora

Nos primeiros três trimestres de 2014, o emprego na indústria transformadora está a evoluir num sentido positivo relativamente a 2013, mas ainda assim é negativo.

De Janeiro a Setembro de 2013, a indústria de transformação perdeu 18.000 empregos líquidos; para igual período em 2014 mesmo a indústria transformadora não perde mais de 12.000.

Este desenvolvimento vem de uma desaceleração na perda de postos de trabalho no ramo automóvel e de uma recuperação da indústria agro-alimentar, que criou empregos em 2014.

Ao contrário, a aeronáutica não criou empregos, em termos líquidos, em 2014.

1 512 fábricas fechadas desde 2009, substituídas apenas em 60% deste montante

Os primeiros nove meses de 2013 tinha sido a ocasião de uma perda líquida de 114 fábricas (90 criações, 204 encerramentos). Nos primeiros nove meses de 2014 deram-se em termos líquidos, 34 encerramentos (119 novas fábricas, 153 fábricas encerradas).

Nenhum trimestre foi positivo desde o segundo trimestre de 2011.

Em média, por cada 100 fábricas fechadas desde 2009, a economia francesa abre apenas 60 e esta taxa vai eventualmente subir para 77% em 2014. Apesar desta melhoria, a economia francesa perdeu, em termos líquidos, 558 fábricas desde 2009.

Evolução trimestral de aberturas e encerramentos de fábricas na França.

A verde: o número de fábricas criadas .

A vermelho: número de fábricas fechadas.

A preto: saldo líquido de aberturas e encerramentos.

Relocalização e deslocalização

As deslocalizações representam em média 7% de postos de trabalho na indústria transformadora desde 2009.

As relocalizações nunca foram responsáveis por mais de 1% dos novos postos de trabalho na indústria, com uma taxa média de 0,7 por cento dos novos empregos na indústria transformadora.

(continua)

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Ver original em:

http://www.trendeo.net/2014/10/20/lemploi-et-linvestissement-en-octobre-une-interminable-reprise/

 

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