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COMPORTAMENTOS DE ANIMAIS QUE FAZEM QUESTIONAR OS NOSSOS por clara castilho

Duas informações recentes fizeram-me ter esta reflexão.

A primeira foram umas fotografias tiradas pelo fotógrafo Norbert Rosing. Alemão por nascimento, é um apaixonado pela natureza e vida selvagem. Interessa-se sobretudo pelo Ártico.

Membro de várias associações fotográficas, ganhou vários prémios pelas suas imagens e pelos livros e artigos. As suas imagens foram publicadas em várias revistas: GEOTerre SauvageBBC WildlifeSinraTerraNaturfoto, and Photo Technik International. Norbert é também conhecido pelos programas de televisão.

Não utiliza tecnologia moderna nem manipula as suas imagens. Usa  uma Leica Camera.

Apaixonou-se pelo urso polar, o que mostra na seu livro  “The world of the Polar bear”. As imagens do urso polar, de 3 metros de altura e pesando 750 kg, de uma ferocidade conhecida, a brincar com cães, em Churchill, capitale dos ursos polares, na Baia de Hudson, Canadá, ficaram mundialmente conhecidas.

Outro, foi um vídeo de publicadod no blog “Outras Palavras”(  http://outraspalavras.net/)  com o título “Aconteceu em Kampur” e com o seguinte texto, de autoria de António Martins:

 “Dois pequenos primatas protagonizam, num tempo de indiferença, uma cena do que poderia ser chamado de “ativismo humano, permanente e intenso”

Milhares de milhões de pessoas comemoram hoje, em todo o mundo, o Natal. Acreditam sinceramente em valores e sentimentos como solidariedade, compartilhamento e amor. Às vezes, associam-nos a religiões. Outras vezes, esquecem-se — ou não chegam a enxergar — que preservar tais sentimentos e valores exige uma espécie de ativismo humanista, permanente e intenso; que eles estão em xeque sempre que alguém é destroçado pelo disparo da metralhadora de um drone, nos confins do Yemen, e não fazemos nada.

O vídeo acima pode ser visto como um elogio deste ativismo pemanente e intenso. Foi feito numa estação ferroviária em Kampur, Índia. Não tem, como protagonistas, seres humanos Trata de dois pequenos macacos. Um deles foi eletrocutado, ao passar por fios desencapados junto aos trilhos. Parece moribundo. Mas é resgatado por seu companheiro, que o retira da fenda em que caíra, bate-lhe na cara para que desperte, banha-o em água e, depois de vinte minutos, completa o salvamento com um tapinha nas costas — um “estamos juntos”. Talvez haja, nas cenas, uma lição política exemplar.”

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