NA CASA DA MÚSICA, NO PORTO, DIA 19 DE JANEIRO, ÀS 21:30 H – ALCEU VALENÇA E ORQUESTRA OURO PRETO
clara castilho
No dia 19 de Janeiro, pelas 21:30 H, na Sala Suggia homenageia-se o cantor e compositor pernambucano que divide palco com Orquestra no ano em que completa 40 anos de carreira.
Alceu Valença recebe homenagem da Orquestra Ouro Preto no espetáculo Valencianas. Sob regência do Maestro Rodrigo Toffolo, a Orquestra realiza três concertos em abril, com participação do cantor e compositor homenageado, emBelo Horizonte (quarta, 18, no Palácio das Artes); Ouro Preto (sexta, 20, no Centro de Convenções da UFOP) e Rio de Janeiro, (segunda, 23, no Teatro Oi Casa Grande). No segundo semestre, o espetáculo chega a São Paulo, Brasília, Recife e outras capitais.
Valencianas apresenta um recorte na biografia musical de Alceu Valença que, pela primeira vez, terá suas canções adaptadas para a música de concerto, sem descaracterizar a essência de sua obra e seu compromisso permanente com a cultura popular nordestina.
O espetáculo começou a ser preparado em 2010, quando o maestro e o compositor foram apresentados, em Ouro Preto, por um amigo comum: o editor Paulo Rogério Lage, que há tempos acalentava proporcionar contornos sinfônicos ao cancioneiro de seu compadre Alceu.
No verão de 2012, o maestro Toffoli e o arranjador e violinista Mateus Freire foram novamente ao encontro do homenageado, desta vez em Olinda, e voltaram com mais de quarenta músicas sugeridas por Alceu na bagagem. Dentre estas, foram escolhidas 14 para o espetáculo.
O público terá a oportunidade de conferir a versão sinfônica de sucessos como Anunciação, Tropicana,Girassol, Coração Bobo, La Belle Du Jour e Sete Desejos, mas também de canções menos conhecidas como Talismã, Porto da Saudade, Acende a Luz, Sino de Ouro e Ladeiras. Esta última representa o eixo do espetáculo, a ponte que une artisticamente as ladeiras de Olinda e Ouro Preto.
Mais que propor o diálogo entre a música erudita e a canção popular, Valencianas procura demonstrar a universalidade artística de Alceu e a diversidade de sua obra. De acordo com o maestro Rodrigo Toffolo, o “desafio é respeitar aquilo que torna a obra de Alceu Valença única. O espetáculo é grandioso e busca evidenciar a maestria do cantor e a nordestinidade inerente à sua obra, capítulo fundamental na história da música de nosso país, que contribuiu, inclusive, para a idéia de música popular brasileira que temos hoje”, afirma.
Para Alceu Valença, “num mundo dominado pela indústria do entretenimento, onde tudo é dinheiro e há pouco sentimento, a música de concerto é uma forma de transcendência. Este projeto representa uma nova vertente na minha carreira” – celebra o homenageado.