Por cá, as presidenciais do próximo ano vão provocando alguma agitação – António Guterres, Marcelo Rebelo de Sousa, António Vitorino? Em Minsk, François Hollande, Angela Merkel e Vladímir Putin e Petró Poroshenko, iniciaram a noite pasada uma reunião para tentar desbloquear a complicada situação na Ucrânia. Também na noite passada se iniciou uma reunião dos ministros das Finanças do Eurogrupo para se tentar um consenso sobre a Grécia. O Mediterrâneo é atravessado por navios-fantasma. Problemas de grau de intensidade diferente que se jogam em diversos tabuleiros.
Guterres não põe de parte a possibilidade de se candidatar a Belém, mas está por agora a jogar outra cartada – parece ter hipótese de disputar as eleições para secretário-geral da ONU. Anunciar a candidatura às presidenciais, equivaleria a desistir da ONU. No PS acredita-se que ele é o melhor candidato para derrotar o candidato que a direita apresente, Marcelo Rebelo de Sousa ou outro. Pressiona-se para que o ex-primeiro ministro desfaça o tabu. Mas o homem está a acautelar o futuro.
A maratona de Minsk, segundo notícias da manhã, terá conduzido a uma declaração de cessar-fogo que entrará em vigor no próximo dia 15, anunciou o Presidente russo, Vladimir Putin, no fim de uma maratona negocial em Minsk. O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, diz que a Ucrânia deverá recuperar o controlo sobre a fronteira conjunta até ao final do ano.
Quanto à Grécia, em reunião também ontem iniciada, Yanis Varoufakis, ministro das Finanças do novo governo grego, apresentou ao Eurogrupo as propostas para encetar negociações, mas os seus homólogos pretendem que a Grécia aceite uma extensão do resgate. Varoufakis e Tsipras, não deram o aval grego quanto aos termos de um comunicado conjunto. Ambas as partes acordaram proseguir aa negociações do Eurogrupo na próxima segunda feira. A nave Europa, lá vai.
Entretanto, no Mediterrâneo há outras naves – os imigrantes que tentam atingir a Europa, fugindo de problemas maiores, optam agora por fazer a travessia em cargueiros – sistema mais caro, mas mais seguro. Milhares de euros por uma passagem que os vampiros sugam a desgraçados que querem chegar a uma Europa mítica, democrática e economicamente desenvolvida. Verão que afinal aqui como no continente de onde fogem, o egoísmo e a crueldade impõem as suas leis.