As magníficas canções de Zemlinsky na orquestração de Erwin Stein abrem um programa dedicado à música banida pelo III Reich. A música arrebatadora e intensamente romântica da abertura da ópera Die Gezeichneten e da Sinfonia de Câmara leva-nos ao encontro de Franz Schreker, justamente um dos mais bem-sucedidos compositores do início do século XX. A crescente popularidade que Kurt Weill alcançou no início da década de 1930 transformou-o numa vítima da hostilidade Nazi, razão pelo qual o compositor judeu abandonou definitivamente a Alemanha em 1933. Nos solos de trompete da Segunda Sinfonia não podemos deixar de nos lembrar das canções de cabaré e alguns elementos de paródia são considerados uma alusão à Alemanha dos anos 30.