O vernáculo porno-erótico foi repescado de alguns jornais diários da paróquia lusitana já lá vão três anos. Entretanto, o codex deste ramo de negócio tornou-se ainda mais fluente e pícaro. Os out-doors de carnes verdes estão ao alcance de qualquer olhar em trânsito por esta europeriferia cheia de oportunidades. Tornaram-se as verdadeiras escolas de educação sexual de todas as faixas etárias e classes sociais. E ao contrário dos pesados custos da restante instrução, rende milhões e milhões. Longe de mim, pôr em xeque o empreendedorismo de bordel. Não quero ocupar espaço que, por missão e tradição, cabe a igrejas, reformatórios e autoridades sanitárias. Nesta short story, limitei-me a idealizar a ligação de um leitor para o seu imaginário jornal, construindo uma rábula-parábola sobre o Jornalismo Bumbum e os dilemas da Imprensa e da Cidadania. Quem se sentir tomado por súbitos pudores, mesmo que não os tenha ao folhear os papers de maior audiência, fica advertido: irá confrontar-se com um texto hiper-realista.
cp
NEWS OF PORTUGAL
Podia ligar à Sexão Casos do Dia? Grande Porto.
Grande Corpo. Catarina Dias. Sexo anal. Coimbra.
Localizei um criminoso que nunca foi procurado pela Polícia.
Já agora uma pergunta do foro gineconómico. Quem controla o seu Grupo de Comunicação Sexual?
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Desligou. Não sou inspector das Finanças nem da Judiciária nem do SEF. Simples lapsus linguae. Não quis nem quero ofender ninguém. Muito menos a Comunicação Social.