Ainda antes das reuniões do passado fim de semana, em que foi acordado o terceiro resgate à Grécia, Owen Jones publicou em The Guardian Weekly, um artigo/comentário intitulado Greeks stand up for democracy, em que afirmou estar em jogo não apenas a austeridade, mas também um défice político no coração da União Europeia, e fez a síntese da vida económica do país nos últimos anos. Lamentamos não ter conseguido obter um link que permita aceder-lhe. A ideia ali exposta está consideravelmente reforçada após o que se passou nas reuniões. Há quem defenda o contrário, na medida em que os governos dos vários países que integram a zona euro foram eleitos pelos cidadãos dos respectivos, e portanto será adequado que as suas decisões sejam acatadas pelos gregos. Os graves problemas com que estes se debatem serão da sua exclusiva responsabilidade. Portanto, têm de aceitar os programas de resgate, embora estes ainda agravem mais a situação. Se recusarem, têm de sair do euro, com as respectivas consequências. Haveria falha aos princípios sim, dizem os defensores desta posição, se se acudisse de forma concreta aos problemas dos gregos.
Nos tempos mais próximos os problemas da Grécia vão continuar a merecer grande relevância, não custa prever. A aprovação do acordo pelo parlamento grego não vai trazer nenhuma solução profunda, e vai continuar a discussão à volta dos problemas económicos da Grécia, e sobretudo sobre a coerência das posições de Tsipras, de quando se farão eleições, e de porque é que os gregos não têm êxito como os alemães. Uma questão muito concreta está a ser agitada desde já: perdão ou reestruturação da dívida do país? Christine Lagarde espantou muita gente ao insistir no assunto. Ameaça mesmo afastar-se no caso de a dívida grega chegar aos 200 % do PIB. Influências de Obama? Este sempre terá prestado atenção ao telefonema de Tsipras? Entretanto, leiam esta notícia respeitante a Schäuble.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4681324


