Decididamente, a Grécia está na ordem do dia. Mas cumpre tentarmos saber mais sobre o que se passa. Por exemplo sobre o muito falado encontro entre o presidente do eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, e o ministro da finanças grego, Yanis Varoufakis, têm-se dito coisas muito interessantes, mas que revelam mais sobre quem as diz do que sobre o que realmente se passou. Propomos assim a leitura dos segundo e terceiro link abaixo (versão em inglês e em português). Em segundo lugar, e referindo-nos a um facto pouco falado por aí na grande comunicação social, de que o serviço da dívida grego é bastante mais reduzido que o português (será por termos sido bons alunos?) propomos a leitura, no insuspeito Observador, do artigo Quanto custa a dívida da Grécia?, de Nuno André Martins. Propomos ainda a leitura de artigo de Carlos Farinha Rodrigues sobre o que se passa em Portugal.
Mas o mais falado pelos nossos políticos de proa (é o que não lhes falta), aqui no nosso Portugal, depois do conto para crianças de Passos Coelho, tem sido o facto de o novo governo grego só ter homens. Coincidência, machismo? Ou será falta de argumentos? Claro que é de todo o interesse que, em todos os sectores da vida e da sociedade, incluindo a política, haja uma participação proporcional dos sexos. Mas, sobretudo quando se está debaixo de tanta pressão, não se consegue chegar a tudo. O que é estranho é que quem pouco ou nada faz para alterar a condição da mulher no seu país, vá defender a paridade para outro.
http://observador.pt/especiais/quanto-custa-divida-da-grecia/
http://www.zerohedge.com/news/2015-01-31/caught-tape-dijsselbloem-varoufakis-you-just-killed-troika
http://www.publico.pt/mundo/noticia/reestruturacao-na-grecia-perdemos-ou-ganhamos-1684791


Caro amigo João Machado, estarei de acordo quanto à cacafonia sobre e Grécia. Mas como dizem os espanhóis a propósito das bruxas “yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. O argumento de não haver tempo para tudo é um pouco fraquinho (tipicamente dos homens, aliás). Francamente custa-me a entender não haver uma única mulher nos ministros do novo governo grego. O que quer exactamente dizer esta postura?.