Site icon A Viagem dos Argonautas

EDITORIAL – O AMBIENTE É UMA QUESTÃO COMPLEXA – A SEGUIR À CIMEIRA DE PARIS

logo editorial

Está a começar a ter aceitação geral a ideia de que as alterações climáticas podem pôr em risco até a própria sobrevivência da espécie humana. Mas, para se conseguir uma perspectiva de actuação prática neste campo, em primeiro lugar, é preciso considerar que elas devem ser enfrentadas, por um lado, tendo em conta todo o equilíbrio natural, e por outro a relação do homem com a natureza em que vive. Quanto a este segundo aspecto, continua a ser necessário vencer poderosas resistências, pois há ainda quem se recuse a aceitar que as alterações climáticas sentidas nos tempos mais recentes se devem, em grande parte, à acção humana. Nomeadamente há grandes interesses que têm mostrado pouca abertura em aceitar limitações na exploração de recursos naturais, ou no funcionamento de indústrias com efeitos poluidores.

Por todo o nosso planeta existem problemas que requerem mais do que decisões político-administrativas, sobre metas sobre as emissões de CO2. Desde a destruição de florestas (desmatamento da Amazónia, e de florestas africanas – ver o caso do Senegal no terceiro link abaixo) até à defesa de cursos e superfícies de água (lembrem-se os rios portugueses), passando pelos problemas derivados pela exploração de combustíveis fósseis e outros, está-se perante situações que requerem actuações a vários níveis, nacionais e internacionais. Situações como o desmatamento da Amazónia e a extracção de petróleo no Árctico não interessam apenas aos países com poderes administrativos sobre estas zonas. Os problemas relativos a rios como o Tejo têm de ser regulados conforme o direito internacional. Certos sectores, como o dos transportes aéreos internacionais, terão sido deixados de fora do acordo. E os problemas resultantes das diferenças entre os países em termos de desenvolvimento social e económico não podem ser encarados apenas em termos de diferenças de metas aritméticas, ou de investimentos cujas proveniência e execução não forem cuidadosamente regulados, com critérios de transparência e eficácia.

Propomos que vejam os links seguintes:

http://www.ecodebate.com.br/2015/12/14/cop21-acordo-global-sobre-mudanca-do-clima-e-adotado-em-paris/

http://www.quercus.pt/comunicados/2015/dezembro/4529-cop-21-196-paises-mais-perto-do-acordo-em-paris

http://r1.ufrrj.br/cpda/wp-content/uploads/2011/09/tese_marie_ndiaye.pdf

http://www.theguardian.com/environment/2015/dec/14/paris-climate-change-deal-cop21-oxfam-actionaid

Exit mobile version