“UMA GAIVOTA”, DE 4 A 13 DE MARÇO, NO TEATRO S. LUIZ
clara castilho
Entre 4 e 13 Março, pode ver “UMA GAIVOTA”, no teatro S. Luiz.
Sexta e Sábado às 21h, Domingo às 17h30
Sala Mário Viegas
Uma Gaivota resulta do convite dos criadores da Estrutura (Cátia Pinheiro e José Nunes) a Pedro Zegre Penim, para a criação de um espectáculo que tem como ponto de partida o clássico de Anton Tchekhov A Gaivota (1896). Parte-se deste texto com o intuito de fazer uma exploração de todas as suas possibilidades dramatúrgicas e, simultaneamente, questionar o próprio acto de se fazer uma criação a partir de textos clássicos que se transformaram em cânones da literatura dramática, refletindo assim sobre a pertinência desse gesto na contemporaneidade.
Este espectáculo estreou a 18 Fevereiro 2016, no Porto, Auditório Isabel Alves Costa – Teatro Municipal Rivoli.
A partir de “A Gaivota” (1896) de Anton Tchekhov
Criação: Cátia Pinheiro, José Nunes e Pedro Zegre Penim
Interpretação: António MV, Cátia Pinheiro, José Nunes, Mariana Magalhães, Mirró Pereira, Rogério Nuno Costa e Tiago Jácome
Desenho de luz: Daniel Worm d’Assumpção
Consultoria de cenografia: José Capela
Figurinos: Jordann Santos
Vídeo e fotografia: António MV
Construção e execução de cenografia: Américo Castanheira – Tudo Faço
Assistência de figurinos: Clem Delgado
Produção: Estrutura
Produção executiva: Gisela Duque Pereira
Assistência de produção: Luís Puto
Co-produção: Estrutura, Teatro Municipal do Porto – Rivoli.Campo Alegre, São Luiz Teatro Municipal
Apoio: Fundação GDA
Residências artísticas: Teatro Municipal Campo Alegre, CCVF – Centro de Criação de Candoso, malavoadora.porto
Apoio ao espectáculo: AGV Transportes, Polo Cultural Gaivotas – Boavista
Conversa sobre UMA GAIVOTA: 27 Fev
Criadores e colaboradores do espectáculo Uma Gaivota
Convidado Victor Hugo Pontes
Sábado às 18h
Jardim de Inverno
Entrada livre (sujeita à lotação da sala)
O teatro não lida com uma adaptação ou com um “a partir de” tão facilmente como o cinema lida com a reconstituição histórica e o remake, ou como a música lida com o remix e a reinterpretação. Já a dança desenvolve mecanismos que lhe proporcionam um maior desprendimento na abordagem a um ponto de partida, um tema ou um conceito. Por sua vez, o teatro está intrínseca e inevitavelmente mais dependente de uma relação histórica entre texto e cena, literatura e teatro, palavra e sentido/ compreensão. Toda esta problemática adensa-se quando o mote é um texto canónico – um clássico.
Os criadores do espectáculo Uma Gaivota propõem-se a fazer uma conversa em torno deste gesto artístico que é revisitar um clássico, seja como ponto de partida, adaptação ou reescrita. Quais os desafios, responsabilidades e expectativas que este gesto automaticamente despoleta?