LIVRO “A CONVERGÊNCIA DOS VENTOS” DÁ PRÉMIO LITERÁRIO ANTÓNIO GEDEÃO A NUNO JÚDICE
clara castilho
O Prémio Literário António Gedeão foi instituído pela FENPROF e apoiado pela SABSEG. É um prémio anual, alternado. Num ano o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues, para romance. No outro e Prémio António Gedeão para poesia.
Este prémio tem como finalidade distinguir obras literárias, de poesia e ficção narrativa, em anos alternados, de professores no activo ou aposentados, de qualquer grau de educação e de ensino, público ou privado, e também de docentes deslocados em outros serviços ou funções.
Este ano, O Júri da edição de 2016 – poesia – composto por José Manuel Mendes, Paulo Sucena e Teresa Martins Marques, reuniu em véspera da comemoração do Dia Mundial dos Professores, em 4 de Outubro e decidiu, por unanimidade, distinguir o livro A Convergência dos Ventos, de Nuno Júdice (Dom Quixote, 2015).
“Nesta obra”, refere a ata da reunião final que determinou esta decisão, “ressalta a mestria de uma escrita que se renova através de uma metapoética depurada e de uma diversidade temática surpreendente nos seus tons disfóricos, críticos, irónicos ou de maior comprazimento.
O júri do Prémio Literário António Gedeão 2016 relevou, ainda, “a polissemia do lexema vento, que titula a obra, como núcleo aglutinador de uma poética revalorizadora do sentido, através de uma riquíssima imaginística que suporta um pensamento poético-filosófico de notável qualidade, mesmo se comparado com a restante obra do autor”.
Nuno Júdice é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, doutorou-se em Literatura Românica Comparada, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, onde foi docente no departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas.
Exerce uma actividade regular de crítica e ensaística literária, quer no âmbito das actividades universitárias, quer em jornais, como o Expresso e o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias.
Dedicou-se, em particular, aos estudos anterianos e sobre o Modernismo português, tendo participado em edições fac-similadas das revistas Portugal Futurista, Centauro e Sudoeste, editadas pela Contexto Editora.
É autor de diversos ensaios, entre os quais se destaca uma tese de doutoramento sobre literatura medieval.
Já recebeu os mais importantes prémios de poesia portugueses, nomeadamente o Pen Clube, em 1985, o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus, em 1990, ou o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (APE), em 1994. Foi também vencedor do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero Americana 2013.
A sua obra encontra-se publicada em mais de uma dezena de línguas.