CORRENTES D’ESCRITAS, PÓVOA DO VARZIM, FEVEREIRO DE 2024 por Luísa Lobão Moniz
clara castilho
CORRENTES D’ESCRITAS, Correntes de afetos vários, de reencontros, de novos conhecimentos enriquecedores, de troca de livros, de dedicatórias… de tudo o que é bom, proporcionado pela nossa amiga Manuela Ribeiro e por todos quantos com ela trabalharam antes, durante e depois desta grande Corrente, que juntamente com o mar da Póvoa, leva gotinhas de saberes, de dúvidas para quem quiser ouvir o interior dos búzios.
E foi assim, com a alegria a que estas Correntes já nos habituaram que mergulhamos nas ondas da literatura, da formação para professores, em alguns anfiteatros de escolas, nas mesas, cada uma com o seu tema, no lançamento de livros, no teatro, no documentário, no cinema, nas exposições, na entrega do prémio literário a Fernanda Melchor.
Nos almoços e jantares sempre com histórias, risos, dedicatórias, lembranças de outros tempos, ideias para o futuro, vamos descansar com o coração cheio e o pensamento com esperança de que um mundo melhor é possível, e que os cravos vermelhos permanecerão vermelhos.
José Gil e José Carlos de Vasconcelos conversaram sobre LITERATURA E FILOSOFIA.
EXPOSIÇÕES DE FOTOGRAFIAS
Rui Ochoa, Póvoa: histórias da Terra, do projeto de arte comunitária, de Elisa Ochoa
Jorge Curval O Retrato das palavras
Livros Finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa
Bibliográfica e iconográfica comemorativa dos 25 anos das CORRENTES D’ESCRITAS
Visita guiada à exposição TU & EU com a artista Susana Mendes Silva
DOCUMENTÁRIO
Henrique Pina, no âmbito da Memórias da Ruralidade. Com lançamento do livro Memórias da Ruralidade, do Município da Póvoa de Varzim, contadas por Elisa Ochoa.
LEITURA PERFORMATIVA
Suruba de Autores
CINEMA
Não sou nada de Edgar Pêra
TEATRO
A CASA com Álvaro Laborinho Lúcio, Luís Ricardo Duarte, Raquel Patriarca, Rui Spranger.
MESAS SOBRE O TEMA DA LIBERDADEFoge-nos o tempo de já decidir
Não o prazer, não a glória, não o poder: a Liberdade, unicamente a Liberdade
Deixa-me soltas estas palavras amarradas
Ontem apenas fomos a voz sufocada
Há que fazer-nos ao mar ou ficaremos cercados
Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade
Não há machado que corte a raiz ao pensamento
Deu-nos abril o gesto e a palavra
A Liberdade está a passar por aqui
Um verso em branco à espera de futuro
Porque os outros se calam mas tu não
LANÇAMENTO DE LIVROS
Edições de Autor
AQUÁRIO Marlene Barreto
UM PRETO DE MAUS BOFES José Luiz Tavares
Diversificadas Editoras estiveram presentes:
Labirinto, Exclamação, Relógio D´Àgua, Húmus, Companhia das Ilhas, Caminho, Tcharan, Porto Editora, D. Quixote, Contraponto, Flan de Tal, Shinigami, Teodolito, Almaletra, Quetzal, Opera Omnia, Nuvem de Letras, Alfaguara, Companhia das Letras.
O QUARTO VAZIO Juan Vicente Piqueras, Assírio e Alvim
TISANAS, Ana Hatherly, org. Ana Marques Gastão Assírio e Alvim
CIDADE CINZA Sara F. Costa, Labirinto
DESAPARECIMENTO PROGRESSIVO José Viale Moutinho, Exclamação
SONHOS QUE NUNCA DORMEM (Antologia Poética) Gioconda Belli, Exclamação
O VESTIDO DE NOIVA Filipa Leal, Relógio D’ Água
OS DEMÓNIOS NÃO GOSTAM DE AR FRESCO Maria Quintans, Húmus
UM QUARTO COM VISTA SOBRE O MEU QUARTO Cláudia Lucas Chéu, Companhia das Ilhas
POESIA REUNIDA, SEGUIDO DE ÁGUA SELVAGEM Paula Tavares, Caminho
PRETEXTOS Helder Macedo, Caminho
ROTEIROS PROVINCIAIS João Paulo Borges Coelho, Caminho
O ROXO É UM CACHECOL DE INVERNO Afonso Cruz (texto) e Marta Madureira (ilustração) Tcharan
O SOL À NOITE NÃO DESENHA Adélia Carvalho (texto) e Pierre Pratt (ilustração) Tcharan
OS OLHOS NÃO VEEM PARA DENTRO Ondjaki (texto) e Constança Duarte (ilustração) Tcharan
AMAR EM CASO DE EMERGÊNCIA Vera dos Reis Valente, Porto Editora
DE BESTAS E AVES Pilar Adón, D. Quixote
LONGOS VERSOS LONGOS; João de Melo D. Quixote
O GENERAL QUE COMEÇOU O 25 DE ABRIL DOIS MESES ANTES DOS CAPITÃES João Céu e Silva, Contraponto
ÁSTATO Raquel Patriarca, Flan de Tal
CHUMBO Ricardo Marques, Flan de tal
A FESTA ACABOU Ricardo Marques (texto) e Rui Zink (ilustração), Shinigami
A ESCOLA E OS CRAVOS Luísa Lobão Moniz (texto) e Rita Moniz (ilustração), Teodolito
FALÊNCIA João Paulo Sousa, Teodolito
GEOGRAFIA DO MEDO Francisco Duarte Mangas, Teodolito
OS HOMENS DOS PÉS REDONDOS Antônio Torres, Teodolito
AS BICICLETAS DE TORONTO Aida Baptista, Almaletra
ESCORIAÇÃO João Rasteiro, Húmus
FRANK COLMI José Miguel Braga, Húmus
POLAROIDE Miguel Marques, Húmus
SOL SUBTERRÂNEO Nuno F. Silva, Húmus
A VIDA NA SELVA Álvaro Laborinho Lúcio, Quetzal
UM PRETO MUITO PORTUGUÊS Telma Tvon, Quetzal
VIDA E MORTE NAS CIDADES GEMINADAS Sérgio Godinho, Quetzal
MIGUEL E KIKO NO 25 DE ABRIL Gisela Silva, Opera Omnia
OS AVÓS SÃO AS PESSOAS PREFERIDAS DOS PÁSSAROS Raquel Patriarca (texto) e Sérgio Condeço (ilustração), Nuvem de Letras
MAUS HÁBITOS Alana S. Portero, Alfaguara
NA TERRA DOS OUTROS Manuel Abrantes, Companhia das Letras
REVISTAS
REVISTA PALAVRAR — LER E ESCREVER É RESISTIR
Revista Correntes D´Escritas nº 23 dedicada ao Encontro
CONVERSAS EM CORRENTES
Zeferino Coelho e Patrícia Portela
Helder Macedo e José Carlos de Vasconcelos
Lídia Jorge e José Carlos de Vasconcelos
Os filhos da madrugada Bruno Vieira Amaral e Joana Bértholo
Leitura encenada por Jaime Rocha, O Vulcão, seguida de conversa sobre a poesia no teatro/o teatro na poesia Jaime Rocha, Paulo Campos dos Reis
PROGRAMA CUJO NOME ESTAMOS LEGALMENTE IMPEDIDOS DE DIZER Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares, Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira
É A MENINA QUEM TOMA A ONDA DA PRÓPRIA CORDA – a partir do universo Agustiniano e da sua vivência pessoal e literária na Póvoa de Varzim, Lélia Pereira Nunes, Luís Osório, Mafalda Milhões, Minês Castanheira, Rosa Alice Branco (textos) e Alex Gozblau (ilustrações), Município da Póvoa de Varzim
POESIA DITA PELOS AUTORES
Discos não pedidos
SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Entrega dos Prémios Literários Casino da Póvoa; Correntes d`Escritas, Papelaria Locus, Luís Sepúlveda e Fundação Dr. Luís Rainha/ Correntes D´Escritas
E FOI ISTO E MUITO MAIS QUE NÂO FUI CAPAZ DE PÔR EM FORMA DE LETRA porque a pertinência, o entusiasmo, as diversas intervenções do público, as salas cheias de amantes da leitura, os olás e os adeuses não se contabilizam, a “caneta” de tinta permanente esgota-se e ficamos a olhar para o mar da Póvoa sonhando com o mar dos Açores…