Nota prévia
Por diversas razões fui levado para o tema da Inteligência Artificial. O texto que vos envio hoje é um texto de James Bradford DeLong sobre Inteligência Artificial. É um muito bom texto e depois de descrever o panorama de pânico que atravessa as universidades americanas e de nos falar sobre o derrotismo de muita gente face aos efeitos nefastos que a Inteligência Artificial está a provocar, diz-nos e bem, que só há uma resposta possível: aceitar a Inteligência Artificial e pô-la ao serviço do ensino e não o contrário. Dito de outra forma, dito como no-lo diz Chris Westfall, da revista FORBES:
A IA deve servir como complemento para o desenvolvimento das competências cognitivas humanas e não como substituto destas.
Todo o texto de Bradford DeLong vai nesse sentido, embora me pareça que as medidas que propõe explicitamente sejam claramente insuficientes mesmo que este dê a entender coisas bem importantes: é preciso aumentar a carga letiva dos docentes e isso custa dinheiro, é preciso mudar o sentido das carreiras, a sua estrutura, porque a atividade docente não pode ser uma atividade acessória na sua carreira profissional.
Muita coisa tem de mudar para se poder responder ao desafio que a disseminação da utilização da Inteligência Artificial levanta, para que esta se torne um complemento, e nunca um substituto, no esforço de desenvolver as competências cognitivas dos estudantes, e nisso é claro embora não se estenda muito. No momento presente ela tristemente funciona como substituto da aquisição de conhecimentos e estes estão ao dispor de um clique para o estudante, ao carregar numa tecla e qualquer dia os nossos estudantes ficam como os pombos de Skinner.
O texto de Bradford Delong é muito importante por isso mesmo: é preciso responder frontalmente aos desafios que a Inteligência Artificial nos levanta e não ao contrário, como penso que seja o que se deseja na FEUC. Ninguém convida a Microsoft para uma conferência e para esta desenvolver a sua estratégia em termos de Inteligência Artificial para nas suas costas se passar a defender-se dela, ou seja, tal como na anterior reforma da FEUC, os seus dirigentes caminham gloriosamente no sentido diametralmente oposto ao que deveria ser feito.
JMota, 05/07/2025
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Seleção e tradução de Júlio Marques Mota
11 min de leitura
Texto 5 – Os Sete Trabalhos do Macaco Académico das Planícies da África Oriental
Publicado por
Ensino superior, “IA” e o eterno retorno da aprendizagem no contexto de 5.000 anos de história pedagógica, da escrita cuneiforme aos robôs de conversação: porque é que cada nova tecnologia — das tábuas de argila à aprendizagem automática pelas máquinas — falha em destronar o verdadeiro trabalho da educação, e porque é que isso fornece um exemplo muito forte para otimismo (e exames orais) numa era de pânico da IA e de excessiva angústia académica…
Se o leitor pensa que os MAMLMs [Modern Advanced Machine Learning Models – Modelos Modernos e Avançados de Aprendizagem Automática] significam a ruína das universidades, pense nisso novamente.
Comece esta manhã com o sábio Chad Orzel do Union College:
Chad Orzel: Aprender Coisas É Suposto Ser Divertido:
https://chadorzel.substack.com/p/learning-stuff-is-supposed-to-be
Sobre viver o sonho… Eu estava a ler o zilionésimo artigo “Crise na Academia!” de 2025 (não estou a colocar o link porque os detalhes específicos não importam; atire uma pedra no ar hoje em dia e ela cairá seguramente num académico a escrever um artigo sobre o colapso do estatuto das faculdades e universidades), e ocorreu-me que, ao ler todo esse palavreado, é muito fácil perder de vista a grandiosidade inerente do trabalho. E do ensino superior em geral… De muitas maneiras, a característica definidora do ensino superior durante grande parte da minha carreira foi a diversão…
E eu apoio isto 100%.
E agora, deixe-me oferecer uma forte resistência contra a “Crise da Mudança Tecnológica na Academia”, um ramo da indústria “Crise na Academia !!!”.
Comecemos com algo que considero bastante óbvio: nos últimos 5.000 anos, desde a invenção da escrita, o ensino superior (e também o ensino básico) teve um propósito realmente avassalador: equipar as pessoas para serem elos de entrada e de ligação na Superinteligência da Antologia Natural dos Macacos das Planícies da África Oriental — a EAPANASI. Como elos de entrada e de ligação nessa antologia superinteligente e capazes de se basear nela, os trabalhadores de colarinho branco treinados têm-na, desde há 5.000 anos, baseados no seu conhecimento e sabedoria, reelaborado à medida que a aplicam à sua própria situação, processando cada um as suas próprias informações e, então, tirando as suas próprias conclusões e conhecimentos que adicionam ao seu acervo para, por um lado, utilizarem as suas conclusões e esclarecimentos para informar os outros e, por outro lado, para poderem agir no mundo.
Formar pessoas para que estas seja elos de ligação sempre envolveu formá-las para conseguirem fazer as sete coisas:
- Como pesquisar um assunto…
- Como identificar os problemas atuais da pesquisa…
- Como concentrar-se numa questão-chave considerando os problemas atuais…
- Como pesquisar a questão mais elaborada…
- Como analisar a pesquisa para obter uma resposta…
- Como então armazenar a resposta num formato útil e permanente…
- Por fim, como persuadir os outros de que as nossas respostas são as respostas corretas, para que cada um de nós possa contribuir com a sua tomada de posição para a antologia de superinteligência e agir no mundo…
Assim como em tempos remotos, cerca de 3000 anos antes da nossa era, quando uma parte fundamental da vida de um escriba era aprender a misturar a argila até obter a lisura e a consistência adequadas para que ela recebesse a marca do estilete cuneiforme, assim também acontece hoje. Esse é o centro de gravidade da educação formal — básica e superior — voltada para a literacia e a matemática, para letras e números como códigos de dados. Foi, é e será sempre assim.
Como professor, é isso que cada um de nós faz ao ensinar a nossa disciplina. Começa-se com o levantamento do assunto e prossegue-se a partir daí. Ensinam-se as respostas para as perguntas-chave interessantes, juntamente com contexto suficiente para que os alunos entendam porque é que essas são perguntas-chave e porque é que as respostas são interessantes. Nesta função também se modeliza o processo. E então tenta-se induzir os alunos, por trancos e barrancos, a praticarem este processo também.
Atualmente, as tecnologias de literacia e inúmeras outras passam por muitas e substanciais mudanças: as coisas não são mais as mesmas em termos de que materiais se tem pela frente e do que é se faz com eles para se ser um elo de ligação eficaz. Anotar, navegar, folhear, ler, prestar atenção, aprofundar-se em… e também lidar com textos individuais são modos de envolvimento que sempre têm o seu lugar, mas o equilíbrio muda. O mesmo acontece com até onde se pode ir para se aprofundar as situações bizarras e confusas. E há um conjunto semelhante de diferentes modos de interação para lidar com coleções de números.
E agora temos que lidar com os MAMLMs (Modern Advanced Machine Learning Models).
MAMLMs [n.t. modelos modernos e avançados de aprendizagem automática, em tradução livre] são dispositivos de software que funcionam em dispositivos de hardware de silício dopado para realizar análises de classificação, regressão e previsão de dados muito grandes, de altíssima dimensão e com funções muito flexíveis, tudo isto numa escala antes inimaginável.
Um dos casos de uso mais proeminentes desses novos dispositivos é como elos de entrada e de ligação em termos de linguagem natural para armazenagem de dados estruturados e não estruturados.
Um segundo caso de utilização muito intensa é como uma máquina de lixo de prosa (e código): pegue uma versão de robô de conversação de MAMLMs, alimente-a com um trecho de uma conversa, e ela então emitirá o seu palpite estocástico interpolado sobre o que um típico internauta diria ou escreveria para continuar a conversa. Como é que a máquina consegue fazer isso? Porque os pesos que foram ajustados à sua rede neural são aqueles que a tornam, bem, tão boa quanto possível em pegar numa conversa na internet e corresponder ao que um típico internauta disse para continuar a conversa. (Além disso, há RLHF [n. t. RLHF significa: Reinforcement Learning from Human Feedback – Aprendizagem por reforço com base no retorno humano) e há ainda outras coisas que tornam a imagem real um pouco mais subtil).
Mas como é que tudo isto passou a ser visto como uma ameaça mortal e existencial ao ensino superior tal como o conhecemos, em vez de ser apenas mais uma mudança, como o advento do papiro, ou do pergaminho, ou do códice, ou de Gutenberg, ou do panfleto, ou dos meios de comunicação de massa, ou — de facto — < http://arxiv.org > e da Internet?
Porque é que acabar com isso pode ser encarado como um empreendimento intelectual e ser tomado como algo ameaçador.
Como é que é visto como ameaçador a ação de acabar com um setor económico de redes de produção que proporcionam a muitas, muitas partes interessadas, por um lado, uma vida muito boa e, por outro, competências úteis para enriquecê-las e enriquecer as suas vidas?
Agora, compareçam perante a barra do tribunal de Sean Illing, do programa áudio em linha The Grey Area:
e James Walker, da seção “Intelligencer” da New York Magazine: https://nymag.com/intelligencer/article/openai-chatgpt-ai-cheating-education-college-students-school.html
torcendo as mãos angustiadamente como sinal de impotência para alterar a situação. Eles contam com a ajuda das fontes de Walker, tanto de alunos como de professores:
A – A inteligência artificial representa uma ameaça enorme, possivelmente capaz de extinguir o próprio conceito de ensino superior.…
B – Está a acontecer muito, muito mais rapidamente do que qualquer um de nós poderia ter esperado… As pessoas que vivem fora da Universidade não percebem a mudança sísmica que está para vir…
C – É uma história sobre ambivalência, desilusão e desespero… sobre o que acontece quando a tecnologia avança muito mais rapidamente do que as nossas instituições se conseguem adaptar…
D – Estamos a viver numa utopia da trapaça. E os professores sabem disso. Eles veem, está-se a tornar cada vez mais comum… e, na maioria das vezes, estão exaustos demais ou sem apoio para fazer seja o que for para contrariar esta tendência … Alguns outros professores pensam: ‘Estou perto da passagem à reforma , então não é problema meu. Boa sorte para a geração mais jovem conseguir resolver isso.’
E – A inteligência artificial é desafiadora, expondo a podridão que existe por detrás do sistema de educação… Esse sistema [de ensino superior]… não é atualizado há muito tempo. E, no caso dos EUA… o ensino superior… durante muito tempo… tem sido uma experiência transacional. Paga-se uma certa quantia, dezenas de milhares de dólares, e recebe o seu diploma. E o que acontece pelo meio do caminho não é assim tão importante como isso.
F – O resultado final de tudo isto é que todos os envolvidos… deixam de levar qualquer coisa disso a sério. E tudo isto se torna completamente vazio de sentido .
G – Se nós aprofundarmos a nossa análise … isso levanta muitas questões realmente desconfortáveis quer para professores quer administradores sobre o valor de cada tarefa e… o valor do diploma e [da] educação em geral.
H – [Administradores e professores] parecem mais confortáveis com uma educação degradada, desde que os cheques de mensalidade continuem a ser pagos… Isso, para mim, é igualmente obsceno. E muitas destas universidades realmente têm parcerias com a IA…
I – Escrever é pensar.… Se o ChatGPT estivesse a fazer o trabalho por mim, isso não teria acontecido. Nem acho que seja concebível que isso pudesse ter acontecido. Eu seria uma pessoa diferente fazendo algo diferente.
J – Eu sou muito mais velho do que estes estudantes, e houve uma perceção imediata… se eu começar a fazer isso agora, vou perder algo. Uma parte do meu cérebro não vai entrar em funções, não se vai exercitar e funcionar…. Exigir esse tipo de… raciocínio a jovens de 18, 19, 20 anos parece-me loucura, porque… eles têm clubes ou associações para frequentar.
K – Na medida em que eu penso bem agora, como adulto — o que é muito discutível — é porque passei anos na escola sentado com esses livros, a ler esses livros, a pensar sobre esses livros; eles mudaram-me, inspiraram-me, colocaram-me no caminho em que estou agora. E se o ChatGPT tivesse feito o trabalho por mim, isso não teria acontecido. Eu nem acho concebível que isso pudesse ter acontecido. Eu seria uma pessoa diferente fazendo algo diferente. Não sei o que seria, mas eu seria uma pessoa diferente…
Sim, as tecnologias da literacia e do cálculo passaram por muitas transformações quase completas nos últimos 5.000 anos. Sim, esta pode ser mais uma transformação — embora o advento do vídeo, dos MOOCs [cursos massivos abertos em linha] e assim por diante, e na verdade o facto de a aula expositiva ter sobrevivido a Gutenberg, é uma coisa que me impressiona assim como a estabilidade da universidade como sistema.
E no entanto, as tarefas fundamentais para as quais nós, académicos, formamos as pessoas — (1) a (7) acima — permaneceram visivelmente as mesmas, embora os procedimentos de literacia e de numeracia para as realizar tenham mudado.
Assim, pelo menos na minha opinião, a maneira correta de lidar com a “IA” no ensino superior é passar o primeiro dia de aula analisando todas as mudanças na ideia de universidade desde os dias de Héloïse d’Argenteuil e Peter Abelard, para contar esta história:
- Naquela época, havia o trivium — como pensar (lógica), como escrever (gramática) e como falar (retórica) — o quadrivium — aritmética, geometria, música/harmonia e astrologia/astronomia — e então o seu diploma profissional: direito, teologia, medicina, contabilidade, seja lá o que fosse.
- Mas o objetivo era permitir que você tivesse uma vida rica e também ganhasse a vida como representante da Superinteligência da Antologia Natural de Macacos das Planícies da África Oriental — a EAPANASI.
- Como um elo de relacionamento você poderia recorrer à superinteligência dessa antologia para levar uma vida rica e também para ser um trabalhador de colarinho branco muito eficaz num mundo no qual você tinha que abrir o seu próprio caminho e viver de acordo com a sua inteligência, porque aqueles que frequentavam as universidades não eram escravos acorrentados ou servos presos que não tinham opções, mas pelo menos tinham um lugar, e também não eram guerreiros e proprietários de terras com propriedades.
- E então o objetivo do trivium, do quadrivium e do seu diploma profissional era o de aprender como:
- Pesquisar um assunto
- identificar as questões centrais da pesquisa
- concentrar-se numa questão-chave dadas as questões centrais,
- pesquisar a questão refinada
- analisar a pesquisa para obter uma resposta
- então armazenar a resposta num formato útil e permanente
e, por último,
- persuadir os outros de que a sua resposta é a correta, para que você possa então contribuir com a sua contribuição para a superinteligência da antologia e agir no mundo.
- Assim como naquela época, isso também acontece agora, no meio de muitas mudanças na tecnologia da informação.
- Agora, a nossa principal tarefa aqui é descobrir como fazer (1) a (7) com as nossas novas ferramentas de pensamento que temos disponíveis, para que elas se tornem multiplicadores de força intelectual em vez de muletas que cada um utiliza tanto que os seus músculos intelectuais se atrofiam. [n.t relembro aqui Adam Smith e Marx]
Comece por aí. E termine o curso com cada aluno a fazer uma prova oral final individual, ao vivo, de dez minutos. Se for uma prova oral, pegarei o projeto final e pedirei que descrevam como passaram pelas etapas (1) a (7) e se acharam a tecnologia da informação utilizada útil ou não. E, não, essas provas orais serão aplicadas pelo forte controlo pelo chat SubTuringBradBot [1].
Dez minutos são suficientes para avaliar o quanto um aluno compreendeu o projeto final que entregou. Assim, ainda podemos usar o estímulo da nota para fazer com que ele faça o trabalho. E então todos os problemas que levaram ao torcer de mãos de Illing e Walsh parecem desaparecer completamente. Isso, eu acho, é verdade, desde que estejamos dispostos a investir esses dez minutos por aluno, por semestre e por disciplina — imagine, para uma turma de 60 alunos, com a sobrecarga de horários, preparação e tudo mais, 20 horas extras de tempo do professor dedicadas a essas tarefas.
Agora, se o leitor é um professor que dedica dez horas por semana ao seu curso específico durante dezasseis semanas por semestre, isso representa um aumento de 1/8 na velocidade de trabalho. É uma mudança real. E representa uma carga cognitiva adicional. Primeiro, isso aplica-se ao envolvimento individual com os alunos. Segundo, isso aplica-se à definição das tarefas certas para que os alunos pratiquem (1) a (7) da maneira mais eficaz.
Isso, em especial, será difícil. O professor também terá de descobrir como fazer (1) a (7) no novo mundo tecnológico do MAMLM, antes de poder ensinar os seus alunos a fazer isso e antes de elaborar as tarefas certas.
Há, no entanto, uma coisa que me faz refletir bastante. Parece-me muito claro aquilo que a chegada dos MAMLMs ao meio académico traz em termos de oportunidades, desafios e ações adaptativas necessárias para maximizar o potencial de ganho.
No entanto, essa não é uma reação que vejo ao meu redor e na cultura em geral. O que vejo é, de facto, o pânico da trapaça e a preocupação com ela, que são, atualmente, mais do que um mero zumbido de fundo constante.
Recapitulando: duas coisas estáveis e constantes na academia são (a) pânicos tecnológicos, pelo menos desde os dias do Fedro de Platão, e (b) um propósito essencial constante na formação de trabalhadores do conhecimento para que possam enriquecer as suas vidas e ser úteis aos outros. Os padrões de funcionamento que constituem a humanidade como uma superinteligência antológica mudaram profunda e repetidamente. Assim, a maneira como os indivíduos se tornam elos relacionais eficazes dessa superinteligência antológica também mudou. No entanto, ainda se trata, no fundo, dos sete trabalhos académicos familiares: pesquisar, questionar, pesquisar, analisar, armazenar e persuadir. E a academia existe para (a) ensinar aos alunos o contexto e as respostas para questões-chave de interesse, (b) modelizar o processo de se tornar um elo relacional eficaz e (c) instigá-los a praticar como se tornarem elos relacionais eficazes.
Desta perspetiva, embora o aparecimento dos MAMLMs exija uma mudança pedagógica substancial, essa mudança é facilmente realizada porque ainda é possível, por meio de sessões individuais de perguntas e respostas, verificar rapidamente em que grau o documento apresentado evidencia que o aluno praticou os sete trabalhos académicos e que este trabalho é, em algum sentido real, “o seu próprio trabalho”.
A questão é, portanto, se a academia está demasiado fossilizada e limitada para realizar o que considero uma mudança pedagógica simples e direta em relação à avaliação e à sua utilidade como estímulo para fazer os alunos realizarem o trabalho. Os MAMLMs só são uma ameaça existencial se assim for [a academia estar fossilizada e limitada]. Há outra questão, no entanto, se quisermos maximizar o potencial de ganho dos MAMLMs. É a seguinte: que exercícios devem ser propostos nesta nova era para que os alunos pratiquem os seus sete trabalhos académicos?
Descobrir a resposta a essa pergunta exigirá muita experimentação e avaliação, além de considerável reflexão e perceção.
Mas quando olho para esses desafios e oportunidades, a minha reação é aquela que acho que agradaria a Chad Orzel. Esta é a minha reação: Isto vai ser divertido!
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[1] N.T. No original “And, no, I will have those oral exams administered over SMS by SubTuringBradBot”.
Referências
- Abelard, Peter. 1079–1142. Historia calamitatum & other works.
https://archive.org/details/HistoriaCalamitatumTheStoryOfMyMisfortunes - Arum, Richard, & Josipa Roksa. 2011. Academically Adrift: Limited Learning on College Campuses.
https://archive.org/details/academicallyadri0000arum - Brynjolfsson, Erik, & Andrew McAfee. 2014. The Second Machine Age: Work, Progress, & Prosperity in a Time of Brilliant Technologies.
https://archive.org/details/secondmachineage0000bryn - Eisenstein, Elizabeth L. 1979. The Printing Press as an Agent of Change: Communications & Cultural Transformations in Early-Modern Europe.
https://archive.org/details/printingpressas02eise - Gans, Joshua. 2024. “Introducing All Day TA.” Joshua Gans’ Newsletter, December 13. https://joshuagans.substack.com/p/introducing-all-day-ta
- Illing, Sean, & James Walsh. 2025. “If AI Can Do Your Classwork, Why Go to College?” The Gray Area, June 30. https://podcasts.apple.com/us/podcast/if-ai-can-do-your-classwork-why-go-to-college/id1081584611?i=1000715107364
- McLuhan, Marshall. 1962. The Gutenberg Galaxy: The Making of Typographic Man.
https://archive.org/details/gutenberggalaxym0000mclu - Menand, Louis. 2010. The Marketplace of Ideas: Reform & Resistance in the American University.
https://archive.org/details/marketplaceofide0000mena - Ong, Walter J. 2012. Orality & Literacy: The Technologizing of the Word. 3rd ed. London: Routledge.
https://archive.org/details/oralityliteracyt0000ongw - Orzel, Chad. 2025. “Learning Stuff Is Supposed to Be Fun”. Counting Atoms, July 1. https://chadorzel.substack.com/p/learning-stuff-is-supposed-to-be
- Platon. ca. -370. Phaidros. In The Collected Dialogues of Plato, edited by Edith Hamilton & Huntington Cairns, Princeton: Princeton University Press.
https://archive.org/details/collecteddialogu00plat - SubTuringBradBot. 2025. “Standing Up a New Version of SubTuringBradBot.” Grasping Reality. https://braddelong.substack.com/p/standing-up-a-new-version-of-subturingbradbot
- Walsh, James. 2025. “Everyone Is Cheating Their Way Through College.” New York Magazine, May 7. https://nymag.com/intelligencer/article/openai-chatgpt-ai-cheating-education-college-students-school.html
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O autor: O autor: J. Bradford DeLong [1960- ] é Professor de Economia na Universidade da Califórnia em Berkeley e investigador associado no National Bureau of Economic Research. Foi Secretário Adjunto do Tesouro dos EUA durante a Administração Clinton, onde esteve fortemente envolvido em negociações orçamentais e comerciais. O seu papel na concepção do plano de salvamento do México durante a crise do peso de 1994 colocou-o na vanguarda da transformação da América Latina numa região de economias abertas, e cimentou a sua estatura como uma voz de liderança nos debates de política económica. É licenciado em Economia pela universidade de Harvard. É doutorado pela mesma universidade. (para mais info ver wikipedia aqui)
