Está prestes a arrancar, com muita polémica e até demissão do júri, a 61ª Bienal de Arte de Veneza (https://www.labiennale.org/it/arte/2026), com todas as expetativas que sempre acompanham o evento. Ao lado da programação oficial da Bienal de Arte há, como é costume, uma panóplia de exposições paralelas que vão animar a cidade nos próximos meses.
Deixam-se aqui apenas alguns destaques, dentre muitas dezenas de propostas, a partir da exposição individual de Marina Abramović Transforming Energy, que estará patente nas Galerias da Academia entre 6 de maio e 19 de outubro, visando aprofundar o diálogo entre a sua arte performativa e as obras-primas renascentistas mais marcantes da identidade cultural veneziana.
No Palácio Grimani, também a partir de 6 de maio e até 22 de novembro, terá lugar a primeira exposição individual em Itália do artista ganês Amoako Boafo, autor de autorretratos que são inquirições autobiográficas capazes de revelar a criatividade e, ao mesmo tempo, a vulnerabilidade do artista, que também se confronta com o contexto histórico do local onde expõe, dialogando artisticamente com o espaço que o acolhe.
Já na vertente de propostas mais clássicas, de 7 de maio a 25 de julho, a Fundação Bevilacqua La Masa apresenta Picasso, Morandi, Parmiggiani. Still Lifes, colocando em diálogo três mestres da pintura moderna a partir de uma seleção atenta de naturezas mortas de Pablo Picasso, Giorgio Morandi e Claudio Parmiggiani: três grandes nomes que, juntos, constroem um percurso visual e temático sobre um género por vezes subestimado.
[Créditos de imagem: Francis Kokoroko, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons]

