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Espuma dos dias — A corrida à IA divide-se agora em duas à medida que a China trava uma ofensiva de modelo de código aberto, sem restrições . Por Madison Mills e Zachary Basu

Nota prévia

Entre as diversas guerras com que agridem atualmente o mundo como um todo e cada um de nós singularmente, há uma guerra surda, mas muito violenta que está sempre presente, a luta pela supremacia na IA e onde os Estados Unidos não estão a ganhar a batalha. E são centemas de milhares de milhões que estão em jogo.

Hoje deixo-vos um curto texto da Axios – “A corrida à IA divide‑se agora em duas à medida que a China trava uma ofensiva de modelo de código abertoe amanhã será publicado um texto de Alberto Romero, intitulado O projeto Moonshot é chinês, mas os seus modelos de IA são de outro planeta.

Júlio Mota, 23/07/2026


Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

3 min de leitura

A corrida à IA divide‑se agora em duas à medida que a China trava uma ofensiva de modelo de código aberto, sem restrições

Por  Madison Mills e  Zachary Basu

Publicado por  em 18 de Julho de 2026 (original aqui)

 

Ilustração: Aïda Amer/Axios. Stock: Getty Images

 

A maisrecente conquista da China em IA está a obrigar Silicon Valley a enfrentar uma possibilidade aterradora: construir os modelos mais inteligentes do mundo pode já não ser suficiente para vencer.

Porque é que isto é importante: Laboratórios chineses como a Moonshot AI estão a dominar o mercado da inteligência barata e personalizável, ameaçando transformar os modelos de prestígio americanos em produtos caros e de nicho.

O que é que está a acontecer: As empresas já estavam a afastar‑se dos modelos de IA premium e a optar por alternativas chinesas mais baratas antes de o Kimi K3, da Moonshot, explodir em popularidade esta semana.

Entre linhas: A maior parte do trabalho empresarial com IA não exige o modelo mais avançado disponível.

O que estão a dizer: O CEO da Kong, Augusto Marietti, disse à Axios que o uso de modelos de fonte aberta disparou no último trimestre, já que os modelos de referência “são demasiado caros”.

Nível de ameaça: Os modelos chineses estão a avançar a uma velocidade impressionante, e os seus preços mais baixos e em modelo aberto [open weight [1]] facilitam a sua adoção.

O outro lado: Algumas empresas americanas estão a lutar para contraatacar, à medida que a China ameaça dominar a IA de código aberto.

A visão de conjunto:  Se as empresas conseguirem obter a maior parte do que precisam a partir de modelos mais baratos e sob o seu controlo, as joias da coroa de Silicon Valley poderão ter dificuldade em justificar os seus preços premium — e os enormes investimentos que os sustentam.

A conclusão: “Eles estão claramente aterrorizados”, disse Krikorian, da Mozilla, referindo-se aos laboratórios norte‑americanos que enfrentam a ascensão rápida dos concorrentes chineses.

 


[1] No mundo da IA , o termo open‑weight. (pesos abertos) significa que os parâmetros centrais (os “pesos” ou códigos) de um modelo foram disponibilizados publicamente para descarga. Isso permite que qualquer pessoa execute, ajuste ou modifique a IA diretamente no seu próprio computador ou servidor.


Os autores

Madison Mills, é repórter sénior na Axios. É uma jornalista premiada que atualmente co-escreve o boletim informativo AI + para a Axios, concentrando-se no dinheiro que define o desenvolvimento da IA. Cobre a dinâmica diária que impulsiona os mercados financeiros e detalha conceitos complexos de forma digerível e envolvente. É licenciada pela Universidade Southern da Califórnia em Artes (Ba), Radiodifusão e Jornalismo Digital.

Zachary Basu é diretor de notícias na Axios, estando neste site de notícias dos EUA há oito anos. É licenciado pela Universidade de NorthWestern em Ciências, Jornalismo, Instituições Empresariais e Comunicações Integradas de Marketing.

 

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