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O mundo das crianças – os problemas das guerras europeias causados no Chile – V

(Continuação)

 

São as palavras de apresentação do convicto ante nazi, já referido em nota de rodapé.

 

Porque o livro próprio diz na apresentação:  Mein Kampf (em português Minha Luta) é o título do livro de dois volumes de autoria de Adolf Hitler, no qual ele expressou suas ideias anti-semitas, racialistas e nacional-socialistas então adoptadas pelo partido nazista. O primeiro volume foi escrito na prisão e editado em 1925, o segundo foi escrito por Hitler fora da prisão e editado em 1926. Mein Kampf tornou-se um guia ideológico e de acção para os nazistas, e ainda hoje influencia os neonazistas, sendo chamado por alguns de “Bíblia Nazista“.

 

É importante ressaltar que as ideias propostas em Mein Kampf não surgiram com Hitler, mas são oriundas de teorias e argumentos então correntes na Europa. Na Alemanha nazista, era uma exigência não oficial possuir o livro. Era comum presentear o livro a crianças recém-nascidas, ou como presente de casamento. Todos os estudantes o recebiam na sua formatura. [1][1]

 

 

No Chile, a obra foi divulgada pelo curto período de governo da República Nacional Socialista do deputado Jorge González von Mares. O então coronel Carlos Ibáñes del Campo, atacara com um golpe de palácio e correra com eles mais rápido que voando. Ia ficando como ditador, mas o amigo Engenheiro aconselhou abrir eleições, apresentar-se como candidato e ser Presidente, esta primeira vez, por quatro anos. Convidou ao amigo a estar no seu governo, mas o Engenheiro não era homem de política: gostava da sua profisão O segundo governo de Ibáñez foi nos anos 50 do Século XX, sendo generalem retiro. Aideologia de von Marées baseabase en las doctrinas nacional-corporativistas del NSDAP alemán, el fascismo italiano y la concepción ideológica portaliana. Opuesto al marxismo y al capitalismo transnacional, el MNSCH consideraba al trabajo como valor fundamental del ser humano.

 

En un inicio, los miembros del MNSCH (conocidos como nacistas) tuvieron enfrentamientos con miembros de corrientes políticas contrarias, tanto de la derecha liberal como de grupos marxistas y estalinistas, por lo que crean en 1933 las “Tropas Nacistas de Asalto”, cuya labor fundamental fue la protección y disuasión de las fuerzas atacantes, falleciendo en violentos enfrentamientos callejeros cuatro de sus militantes y claramente inspiradas en las Sturmabteilung (tropas de asalto) dela Alemanianazi, las SA.

 

 

Al poco tiempo de ser fundado, este movimiento nacional-socialista logró penetrar en sindicatos, además en grupos de clase media y clase alta del país, contando en 1935 con más de 20.000 militantes a lo largo del país y teniendo importante presencia en federaciones estudiantiles universitarias. Sus medios de difusión fueron la revista Acción Chilena y el diario Trabajo. En las elecciones parlamentarias de 1937, lograron elegir a 3 diputados: el “Jefe”, Jorge González von Marées fue electo por Santiago, Jorge Guarello Fitz-Henry por Valparaíso y Gustavo Vargas por Temuco. Sin embargo, Carlos Keller fue derrotado en su postulación por Concepción. Obtuvieron en total un 2,04% de los votos a nivel nacional.

 

Foi assim que o Chile se libertara de entrar nos governos fascista em que outras Repúblicas caíram, como Argentina com Juan Perón e a sua mulher Eva Duarte: havia o ditado do fascismo argentino: Perón Governa, Evita dignifica. Paraguai com Stroesner quem acolhera aos nazis fugidos após a guerra[2], Uruguai com uma junta de militares fascistas, o Brasil (19301945) – Getúlio Vargas estabeleceu um regime político centralizado autoritário, muito próximo ao fascismo, que se intitulava Estado Novo (Brasil).

 

Foi assim que, sem entrar no território onde acontecia a Guerra Mundial, América latina entrou no fascismo, como vamos estudar no Capítulo seguinte, enquanto o Chile vivia uma pacífica democracia até 1973


[1] Fonte Ascensão e queda do Terceiro Reich Triunfo e Consolidação 1933-1939. Volume I. William L. Shirer. Tradução de Pedro Pomar. Agir Editora Ltda., 2008. Pág.: 320-321. ISBN 978-85-220-0913-8

 

[2] Sob o governo do general Higino Morínigo (194048), o Paraguai recaiu na ditadura militar, em que as liberdades civis foram suprimidas e restabelecidos os direitos do latifundiários. A oposição cresceu a partir de 1944, e, em 1947, liberais e febreristas, com o apoio de parte do exército, sublevaram-se. Embora derrotados, provocaram a renúncia do ditador. Após sucessivos golpes de Estado que levaram ao poder quatro presidentes, inclusive o escritor Juan Natalicio González, o líder do Partido Colorado, Federico Chávez (194954), assumiu o governo. Sua administração caracterizou-se pelo alinhamento com o regime de Juan Domingo Perón, na Argentina. Dificuldades econômicas e financeiras, decorrentes do forte processo inflacionário que se seguira à Guerra Civil de 1947, contribuíram para sua deposição.

[editar] Governo Stroessner

 

 

Juan Domingo Perón e o presidente paraguaio Alfredo Stroessner, em 1954. Foto publicada pelo jornal El Clarín.

Em Maio de 1954 o comandante do Exército, general Alfredo Stroessner, tomou o poder, Stroessner fez-se eleger presidente nesse ano e foi reeleito em 1958, 1963, 1973, 1978, 1983 e 1988. Para cada eleição, suspendeu-se por um dia o estado de sítio. Stroessner garantiu seu regime exilando os líderes democráticos, cercando-se de áulicos e controlando directamente as forças armadas. Aos apelos da Igreja em favor dos presos políticos, reagiu expulsando do país vários sacerdotes. No campo económico, o Paraguai foi marcado por contrabando e pela inauguração da Usina Hidrelétrica de Itaipu, um projecto brasilo-paraguaio.

 

 

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