DIVULGAÇÃO
ASSOCIATIVA
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LANÇAMENTOS de PEREGRINAÇÃO ÀS FONTES DE LANZA DEL VASTO |
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Apresentação da ARCA DE LANZA DEL VASTO |
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17 a 22 de OUTUBRO de 2011 |
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LISBOA |
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17 de Outubro | 18h – Apresentação da Arca de Lanza del Vasto por Michèle Le Boeuf, responsável internacional |
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LOCAL: Centro Nacional de Cultura – Galeria Fernando Pessoa – Largo do Picadeiro, Lisboa |
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mais informações em www.cnc.pt |
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ÉVORA |
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18 de Outubro | 15h30m – Lançamento de Peregrinação às Fontes de Lanza del Vasto seguida de apresentação da Arca de Lanza del Vasto – com Michèle Le Boeuf, António Cândido Franco, Armando Martins (da Universidade de Évora), Helena Langrouva (tradutora) e o editor J.C. Marques de Edições Sempre em Pé |
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LOCAL: Universidade de Évora –Biblioteca – Largo dos Colegiais, Évora |
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LISBOA |
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19 de Outubro | 18h30 – Lançamento de Peregrinação às Fontes – com Guilherme d’Oliveira Martins, Fr. Bento Domingues OP, Fr. Rui Grácio das Neves OP, Michèle Le Boeuf e Helena Langrouva |
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LOCAL: Museu do Oriente: Avenida Brasília – Doca de Alcântara (Norte), Lisboa |
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PORTO |
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22 de Outubro | 15h30m – Lançamento de Peregrinação às Fontes de Lanza del Vasto seguida de apresentação da Arca de Lanza del Vasto – com Michèle Le Boeuf, Fr. Pedro Fernandes OP (do Centro Paroquial Cristo-Rei), Fr. Rui Grácio das Neves OP e Helena Langrouva |
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LOCAL: Centro Paroquial de Cristo-Rei – Rua Santa Joana Princesa, nº 38 – Porto
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A VIDA DOS LIVROS
De 11 a 17 de Julho de 2011.
«Peregrinação às Fontes» de Lanza del Vasto (Edições Sempre em Pé, 2010) é um clássico da espiritualidade e das viagens. A belíssima tradução agora publicada em Portugal da autoria de Helena Langrouva, tornou-se possível graças a um grupo de amigos portugueses, que subscreveram esta edição. Significativamente, o editor dedica a publicação à memória de Manuela Bio Lourenço, que animou, desde os anos setenta até à sua morte (1998), a difusão do conhecimento sobre o pensamento e obra de Lanza del Vasto. De facto, Manuela Lourenço, casada com M.S. Lourenço, «animou em Sintra, com representação noutros pontos do país, um Grupo de Amigos da Arca».
QUEM É LANZA DEL VASTO? – Lanza del Vasto nasceu em 1901, no Sul da Itália, filho de mãe belga e de pai siciliano. Fez estudos clássicos em Paris e filosóficos em Pisa, dedicando-se ainda à poesia, à pintura e à música. Em 1936 decidiu partir para a Índia em peregrinação, facto que constitui motivo para esta obra. O ponto alto desta viagem é o encontro com Gandhi (antes da ida ao Ganges), e a descrição desse momento é um dos aspectos mais fortes deste livro. «Já desponta o clarão da aurora. O nosso caminho é ainda pouco firme, nos campos escurecidos. Encontramos um grupo de discípulos que voltam de lá: saudamo-los com as mãos juntas sobre a boca fechada. O Mahatma já falou com eles. Somos os últimos a chegar». Pode dizer-se que esse apelo e esse encontro mudaram a existência de Lanza del Vasto. E é emocionante lermos a descrição desse homem de excepção, que um jovem europeu do sul desejava conhecer: «Um velhinho seminu está sentado no chão, diante da entrada debaixo do telhado de colmo que forma o alpendre: é ele. Faz-me um sinal – sim, a mim -, senta-me ao lado dele e sorri-me. Começa a falar – só fala de mim – perguntando quem sou, o que faço, o que desejo. E eu descubro imediatamente que não sou nada, nunca fiz nada, não desejo nada senão ficar ali à sombra dele». De regresso ao velho continente, não esquece a mensagem espiritual que Gandhi lhe transmitiu, o apelo recebido nas fontes e na experiência indiana. O método da não-violência e a desobediência civil tornam-se o seu próprio programa de acção. Casa em 1948 com Simone Gebelin (Chanterelle) (na foto) e lança as bases de uma comunidade, L’Arche, que visa a defesa da Paz, a denúncia do perigo nuclear e a protecção da natureza. Em 1972, manifesta-se contra a extensão do campo militar de Larzac, numa acção de grande projecção mediática. Em 1978 e 1979 vem a Portugal onde profere conferências, que constituem um sucesso. Idealismo, realismo, vontade, humanismo eram características do pensamento do autor – baseado no conceito hindu e gandhiano de «satyagraha», no sentido de força da verdade e de adesão à verdade. António Alçada Baptista visitou-o, relatando essa experiência no seu livro de crónicas «O Tempo nas Palavras». «Conversámos muito. Eu, a olhar para aqueles setenta e dois anos secos, limpos, serenos, e para aquele seu extraordinário olhar azul de amor e de paz». Em 1981, faleceria na sua comunidade, deixando muitos discípulos, que têm a «Peregrinação às Fontes» como um guia marcante. Não se trata de um conjunto de conselhos, mas do relato de uma caminhada – e, como lembra a tradutora: «o peregrino tem o objectivo de se purificar, de se deixar transformar interiormente, de encontrar ou reencontrar um sentido para a vida». Lanza del Vasto disse: «Tornei-me um peregrino propriamente dito, ou seja, alguém que tem uma finalidade e vai a algum sítio para se santificar, para corrigir a sua vida». O sentido fundamental desta obra é esse mesmo – pelo que o acto de peregrinar funciona em si mesmo como um acto libertador que conduz «ao encontrar o encanto de ser pobre por se viver do essencial, o gosto de se desprender, de se descentrar, de aprender o essencial para a paz» (prefácio).
TOMAR CONSCIÊNCIA, CAMINHANDO. – Caminhar e perceber que precisamos de ir ao encontro do Outro, que é afinal a outra metade de nós mesmos – eis a chave de qualquer peregrinação. O livro foi escrito pelo autor de 1936 a 1938, datando a primeira edição do original francês de 1943. O percurso é fascinante. Tudo começa em Ceilão (Sri Lanka, a nossa Taprobana), onde se sente o espanto do recém-chegado. «Aqui está aquele que acaba de desembarcar sozinho, branco, envergonhado, desamparado, perseguido pelos que vendem, pelos que prometem, pelos que imploram, pelos que querem levá-lo ao templo de Buda ou a um prostíbulo». Depois, já no subcontinente, é Madurai que acolhe o viajante. É aí que encontra um brâmane ocioso com quem dialoga abundantemente sobre o sentido das tradições hindus e dos seus símbolos e mistérios. «O divino Ganesh é o patrono dos homens de espírito, dos que não formulam sobre as aparências juízos grosseiros. O seu pequeno olho é uma jóia de malícia e de crítica. A poderosa tromba insufla o saber aos poetas e pensadores». Em Srirangam o caminhante continua a descobrir os segredos da religião hindu e o seu carácter sincrético. E Lanza del Vasto, leitor atento de Santo Agostinho e seguro conhecedor da teologia cristã, clarifica aquilo a que assiste: «Quanto à associação de Brama, Xiva e Vixnu, a que no Ocidente chamam a “Trindade Hindu”, ao passo que os hindus lhe chamam mais propriamente “Tripla Forma”, não tem nada em comum com a Santíssima Trindade do dogma católico». E o pensador acrescenta: «os três deuses tanto servem de forma uns para os outros, como servem os três de forma de Deus escondido que não tem forma». E, para explicar como a verdade habita o interior do homem, tenta compreender aquele monge hindu «dispensado de qualquer obrigação mundana e das práticas do culto», que «fixa o seu pensamento numa imagem de Deus único, e, quando chega a dar vida a essa imagem, rejeita-a para se fixar ele próprio no próprio Deus, Deus sem limite e sem imagem, absolutamente interior, absolutamente uno».
FINALMENTE GANDHI. – Depois, em Wardha, Lanza del Vasto encontra, finalmente, Gandhi, com quem está três meses. O momento é decisivo. Estamos no coração do livro. «O meu amor à verdade absoluta, foi ele que me ensinou a beleza do compromisso». A partir de agora Lanza del Vasto passa a designar-se Shantidas, que quer dizer, «servidor da paz». E segue os ensinamentos do Mestre sobre a necessidade de desenvolver um trabalho manual e de pôr em prática os exercícios de domínio de si. Para além do trabalho intelectual, é fundamental o uso das mãos. «Sim, o trabalho das mãos é a aprendizagem da honestidade. A honestidade é uma certa igualdade que se estabelece entre o que se toma e o que se dá. Ninguém está dispensado do trabalho manual». Gandhi usa o seu pequeno tear para tecer a sua túnica. Afinal, «a máquina encadeia e a mão liberta». Esse tempo é libertador. Lanza percebe que só aquele conhecimento próximo lhe permitiu a compreensão melhor da importância do diálogo das pessoas, das culturas e das religiões. Após essa experiência inolvidável, parte em direcção às fontes do Ganges. Tratava-se de ir até ao berço das civilizações indo-europeias. «A descida precipitada leva às fontes do Ganges. A largura do rio reduziu-se a metade desde Rishikesh. Em contrapartida o seu rugido dobrou. A cor perturbou-se por causa da fusão da neve que marca este mês mais quente do ano. A margem encaixada crepita toda de cactáceas e de insectos. Borboletas grandes como a mão e pássaros de diversas cores respondem ao calor do sol. De todas as partes erguem-se encostas rochosas e arborizadas: perdeu-se por muito tempo a vista dos cumes nevados. A tempestade que pesou todo o dia, à noite, tendo rompido os seus apoios, rebenta». Ao lermos o relato de Lanza, percebemos que essa viagem alterou profundamente a sua relação com o Outro e abriu caminho ao reconhecimento da importância fundamental do diálogo entre religiões. O projecto da Arca nasce do apelo que recebe nas fontes do Ganges. Pode dizer-se que Lanza del Vasto veio diferente, depois de ter encontrado o que procurava… E o relato é apaixonante!
COMUNIDADE DA ARCA
Não-Violência, Espiritualidade e Ecumenismo interreligioso
Fundada em 1948, em França, por LANZA DEL VASTO – www.lanzadelvasto.com – , poeta, filósofo, escritor, artista, católico, interreligioso, não-violento.
Responsável internacional : Michèle Le BOEUF.
Não Violência
Pela não violência não se procura negar a violência mas transformá-la numa alternativa construtiva, recusar o que é destrutivo, para se converter num bem querer activo para com tudo o que está vivo.
O não violento empenha-se em dizer “não” à violência de todas as maneiras, incluindo primeiro a sua própria violência que é para ser gerida e não recalcada, a converter em energia positiva.
A Arca deseja assim participar na educação pela construção de uma sociedade baseada numa cultura de não violência, num espírito de resistência que se traduz também pela acção não violenta pela justiça e pela paz. Desde a sua fundação, a Arca participou em acções não violentas.
Trabalho sobre si próprio e procura espiritual
A Comunidade da Arca é independente. Maioritariamente constituída por cristãos, também acolhe crentes de diversas confissões e pessoas sem compromissos religiosos. Convida cada um e cada uma a seguir e a aprofundar o seu próprio caminho espiritual respeitando o caminho dos outros. A “espiritualidade da não violência” que propõe é em primeiro lugar uma “espiritualidade da relação”, que exige um trabalho de autoconhecimento e de procura de coerência, que esteja de acordo com as mensagens de paz das grandes tradições religiosas e de sabedoria.
Também se trata de uma espiritualidade incarnada. Para transformar a violência em força de vida, a Arca propõe uma prática de exercícios corporais, de meditação, de orações confessionais e não confessionais, de canto, dança, trabalhos manuais e artísticos. Essas disciplinas não substituem nem os ensinamentos nem os ritos religiosos mas preparam-nos e completam-nos.
Serviço, partilha e comunidade
Hoje toda a gente sabe que os recursos do planeta estão limitados: estamos a destruir a herança recebida das gerações anteriores que deveríamos deixar aos nossos filhos. Os membros da Arca escolheram, segundo as suas possibilidades, um compromisso de ”simplicidade voluntária”. Esta escolha de limitar o ter para permitir o livre desenvolvimento do ser deixa um vasto lugar à partilha, à solidariedade e à convivialidade. É uma acção não violenta contra o desperdício e o açambarcamento.
Esta escolha de vida envolve uma abertura à partilha das riquezas, a atenção a mais equidade nas trocas comerciais, uma actividade profissional que respeite o ambiente e esteja ao serviço do bem comum.
Trata-se de “ter uma vida simples para que outros possam simplesmente viver”, como dizia Gandhi.
Os membros da Arca e os Amigos da Arca constituem-se em grupos regionais e em casas comunitárias em França, Espanha, Itália, na Suiça, Bélgica, Alemanha, América Central, América Equatorial, Argentina, no Canadá e no Brasil.
Contactos:
Responsável internacional: Michèle Le Boeuf: michelelaborie@yahoo.fr – La Borie Noble – 34650 – Roqueredonde – França
Responsável francófono: Bernard Dangeard: siberdange@wanadoo.fr Secretária francófona: Anna Massina: anna_massina@yahoo.fr
Delegados regionais francófonos:
RhônesAlpes: FrançoiseRosetti:francoise.rh@orange.fr;
Mediterrâneo:Jean-ClaudeVigour:jc.vigour@numericable.fr; Sudoeste de França: Chantal Caillon: pierre.caillon82@orange.fr ; Nordeste de França: Thérèse Marcy: therese.mercy@sfr.fr;
Suiça: Pierre-Ami Béguin: pabeguin@swissonline.ch; Bélgica: Georgia Henningsen: georgia.keiou@orange.fr
CARTA DA ARCA de LANZA DEL VASTO
Na sequência de Gandhi
E de Lanza del Vasto,
Os membros da Arca
Escolhem a não violência
Que se enraíza
Num trabalho sobre si próprio
E numa procura espiritual.
Escolhem:
Abrir-se ao serviço e
À partilha,
Viver uma vida simples,
Respeitar tudo o que está vivo,
Agir pela justiça e pela paz
Por meios não violentos
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4 Site | www.apescritores.pt | * info@apescritores.pt
( Tel | (+ 351) 21 39718 99
6 Fax | (+ 351) 21 397 23 41
+ Morada | Rua de S. Domingos à Lapa, 17
1200-832 Lisboa, Portugal
